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Comer carne de aves e animais como o tatu pode transmitir várias doenças, inclusive hanseníase


O mundo está vivenciando uma pandemia global provocada pelo Coronavírus que teve início através do consumo de carne de animais silvestres na China e isso acende o alerta sobre outras doenças graves que são transmitidas pelo consumo de carne de animais e aves silvestres aqui no Brasil.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alerta para que a população não consuma carne de tatu, pois o consumo da carne destes animais pode provocar micose pulmonar e, de acordo com pesquisas, os tatus também são hospedeiros de bactérias, inclusive a transmissora da hanseníase, doença também conhecida como Lepra. O tatu ainda é reservatório da Doença de Chagas e de outras verminoses.

No Nordeste do Brasil, o tatu-peba (Euphractus sexcinctus) tem sido muito caçado nas áreas de Caatinga e as pessoas consomem a carne destes animais, o que pode trazer muitos riscos para a saúde.

O Tatu é uma denominação comum a mamíferos pertencentes à ordem Cingulata e família Dasypodidae. Caracteriza-se pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente americano, os tatus habitam as savanas, cerrados, matas ciliares e florestas molhadas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade. Os brasileiros que caçam ou comem tatus correm maior risco de pegar lepra do que pessoas que não interagem com os animais.

Aves migratórias como as avoantes (Zenaida auriculata), conhecidas aqui no Nordeste como rebaçãs, que vêm de outras regiões para procurar alimentos e se reproduzirem também podem ser hospedeiras de vírus e bactérias. Estas aves são muito caçadas e as pessoas consomem sua carne. Além de ser ilegal, o consumo da carne destas aves pode ser muito perigoso e transmitir doenças para os seres humanos.

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