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Dia de finados: Como lidar com o luto durante a pandemia


Antes mesmo da pandemia em decorrência da Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertava o mundo a respeito de uma outra epidemia, muito mais silenciosa, mas tão preocupante quanto: a depressão.

A OMS já antevia que a depressão seria uma das doenças mais incapacitantes no mundo em 2020. Agora, o que não se previa era que viveríamos uma pandemia que mataria mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. A Associação Americana de Psicologia (American Psychological Association) realizou um estudo recentemente, associando o luto ao momento atual.

De acordo com o estudo, as pessoas têm maneiras muito diferentes de lidar com uma perda. Em alguns casos, a pessoa vive o luto de forma tão profunda que aquilo torna algo inerente aquele indivíduo, gerando transtornos mentais graves, como: depressão, síndrome do pânico e ansiedade.

Segundo o médico e professor de psiquiatria da Unisa e, também, presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM), Kalil Duailibi, lidar com o luto é bastante difícil e cada indivíduo tem o seu tempo. “O luto pode se dar de muitas formas. A perda de alguém muito querido, uma mudança abrupta na forma de viver – como por exemplo o momento em que estamos vivendo –, a dor de perdas pela humanidade, etc.”, esclarece o psiquiatra.

Como medida para reduzir o contágio do vírus, muitos velórios não puderam ocorrer da forma adequada, o que impediu um importante ritual o da despedida do ente querido. “Essa passagem ajuda no processo do luto e da perda, as pessoas queridas são confortadas e confortam, mas com o isolamento social cada um precisa lidar sozinho com o seu luto”, comenta Kalil.

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