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Mais que dobra número de pernambucanos que não adotaram restrição social para prevenir a Covid-19, diz IBGE

A PNAD Covid divulgada nesta terça-feira (1º) mostra também que Pernambuco é o estado que menos testa a população, pelo quarto mês seguido.

Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, com movimento intenso e desrespeito à recomendação de usar máscara — Foto: Reprodução/TV Globo.

Em outubro, mais que dobrou o número de pessoas que não fazem qualquer restrição de contato social em Pernambuco, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, pelo quarto mês consecutivo o estado foi o que menos testou pessoas para a Covid-19.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Covid), que foi divulgada nesta terça-feira (1º) e apontou que 577 mil pessoas não adotavam restrições devido à pandemia do novo coronavírus em Pernambuco, o que representa 5,8% da população do estado.
Esse número é 126% maior que os 255 mil moradores que não adotaram o distanciamento social como forma de prevenção à doença, em setembro. No referido mês, essas pessoas representavam 2,7% da população pernambucana.

A pesquisa mostra que o número de pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, também subiu: de 3,5 milhões (37,4%), em setembro, para 3,8 milhões (40,3%) em outubro. Por causa disso, diminuiu o número de pessoas que ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas: de 3,7 milhões (39,6% da população) para 3,6 milhões (38,5%).

Quem ficou rigorosamente isolado é minoria: eram 1,8 milhão (19,7%) em setembro e, em outubro, 1,4 milhão (14,9%), uma diferença de 400 mil pessoas. Em comparação a julho, quase um milhão de pernambucanos deixaram o isolamento rígido.

Os homens formam a maioria da população que não adotou nenhuma medida restritiva na pandemia. Esse segmento representa 6,5% da população masculina, enquanto, entre as mulheres, as que não adotaram restrições são 5,1%.

No entanto, proporcionalmente, mais mulheres deixaram o isolamento rigoroso, saindo de 20,2% em setembro para 15,3% em outubro. A porcentagem entre os homens passou de 19,1% para 14,5%.

A faixa etária que tem maior percentual de pessoas que não fizeram nenhuma restrição social, em outubro, foi a de jovens de 20 a 24 anos, que representam 7%. Entre os idosos, com 60 anos ou mais, o percentual subiu de 1,5% em setembro para 3,4% em outubro.

Testagem

Desde março até outubro, 753 mil pessoas, ou 7,9% da população pernambucana, fizeram algum teste para detectar a Covid-19 no início da pandemia. Empatado com o Acre, o estado segue como o que menos testou no país, em proporção à população.

Nos três meses anteriores, Pernambuco havia ocupado sozinho o último lugar nacional. No Brasil, 12,1% das pessoas fizeram teste para detectar o vírus em outubro, contra 10,4% em setembro.

A pesquisa também mostra que, em outubro, 99 mil pessoas a mais disseram ter realizado algum tipo de testagem, em comparação ao mês anterior, quando o percentual de população testada foi de 6,8%.

A quantidade de pessoas testadas tem crescido desde julho, quando a PNAD Covid divulgou dados sobre testagem pela primeira vez, mas não foi o suficiente para fazer Pernambuco sair da última posição pelo quarto mês seguido.

O aumento no número de testes se refletiu num aumento nos resultados positivos: aproximadamente 1,6% da população do estado disse ter tido teste positivo para o novo coronavírus, em outubro, em comparação a 1,4% em setembro. No Brasil, o índice de positivados foi de 2,7% da população do país em outubro, frente a 2,3% no mês anterior.

Das 753 mil pessoas testadas, 279 mil realizaram o RT-PCR, que é o teste feito com uma espécie de cotonete na boca e no nariz, e 69 mil (24,9%) tiveram resultado positivo. Outras 352 mil fizeram o teste rápido, com coleta de sangue através de um furo do dedo, e, em 58 mil casos (16,5%), o resultado foi positivo.

O percentual foi inferior ao do mês de setembro, quando a proporção foi de 17,8% de casos positivos. Enquanto isso, 227 mil fizeram o teste de sangue por meio de coleta de sangue pela veia no braço, sendo 60 mil (26,2%) com Covid-19 confirmada. Uma pessoa pode ter feito mais de um tipo de teste.

Em julho, as mulheres foram mais testadas em outubro: 392 mil mulheres contra 361 mil homens. No entanto, a proporção de mulheres testadas cujo exame deu positivo aumentou, passando de 53,6% para 56,3%.

A população que se reconhece como preta ou parda representa 61,8% dos testados, ou seja, 465 mil. Eles também são seis em cada dez dos infectados, totalizando 95 mil pessoas. Os brancos, por sua vez, totalizam 280 mil testados e 60 mil com resultado positivo para Covid-19.

A maior quantidade de pernambucanos testados (432 mil pessoas) tem entre 30 e 59 anos. Em seguida, vêm os 127 mil habitantes do estado na faixa etária de 20 a 29 anos. Entre as pessoas de 60 anos ou mais, 103 mil também fizeram testes para detectar o novo coronavírus, e 16 mil tiveram resultado positivo.

Covid-19 em Pernambuco

Pernambuco teve, nesta terça-feira (1º), a confirmação de 1.853 diagnósticos da Covid-19. Também foram registrados mais 19 óbitos causados pela doença em todo o estado. Com isso, o número de casos subiu para 184.259; e o de mortes, para 9.056. A contagem teve início no dia 12 de março.

Informações do G1

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