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Desmatamento na Amazônia tem pior mês de março dos últimos dez anos

Área devastada triplicou em relação ao mesmo mês no ano passado, segundo levantamento do Imazon.

Desmatamento da Amazônia, em foto de agosto de 2020, em Mato Grosso Foto: FLORIAN PLAUCHEUR / AFP.

O desmatamento na Amazônia atingiu em março passado o pior índice para o mês nos últimos dez anos, segundo um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta segunda-feira.

Foram 810 km² desmatados da Amazônia Legal, área equivalente à cidade de Goiânia. O total da devastação é trêz vezes maior do que a área desmatada em março de 2020, quando 256 km² foram subtraídos da floresta.

Os dados foram obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), que monitora via satélite as áreas desmatadas na região.

Pará e Mato Grosso concentraram 60% do desmatamento detectado na Amazônia Legal no período analisado: Pará (35%), Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), Rondônia (11%), Roraima (8%), Maranhão (6%), Acre (2%) e Tocantins (1%).

O acumulado de janeiro a março em 2021 também apresenta recorde de desmatamento: o total devastado é o maior da série de 10 anos, mais do que o dobro do registrado em 2020. O Imazon também revelou tendência de aumento de agosto a março, com destruição 59% maior do que no período anterior.

De acordo com o SAD, em março de 2021, 66% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, representando a maioria do território desmatado. O restante do desmate foi registrado em Assentamentos (22%), Unidades de Conservação (11%) e Terras Indígenas (1%).

A notícia chega às vésperas da Cúpula de Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, que ocorrerá na quinta e na sexta-feira desta semana.

O presidente Jair Bolsonaro chega ao encontro reivindicando US$ 10 bilhões anuais para que o país neutralize as emissões de carbono até 2050, antecipando o prazo original, que era de 2060, para adequá-lo ao proposto por EUA e União Europeia. É uma cobrança incomum e de valor arbitrário, diferente das propostas apresentadas por outras nações nos documentos em que revisam suas metas do Acordo de Paris

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