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Upskilling e reskilling: aprimorar e rever habilidades é essencial

 

Foto: Divulgação

Diante da necessidade de se adequar às transformações digitais, aos novos moldes de trabalho e às exigências do mercado, movimentos como o upskilling e o reskilling ganham cada vez mais espaço. Os termos estão ligados à busca por aprimoramento, aprendizado e requalificação dos profissionais. 


Um dos objetivos dessas práticas é reduzir a taxa de desemprego que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou a 7,9% no primeiro trimestre de 2024, afetando 8,6 milhões de brasileiros. 


Upskilling se refere à qualificação e consiste no aperfeiçoamento das habilidades e competências do trabalhador que já atua em uma determinada área de conhecimento. O intuito é melhorar o desempenho em busca do crescimento na carreira. 


Já o reskilling diz respeito à busca por novos conhecimentos para inserir o profissional em uma nova função, o que significa uma requalificação. Neste caso, os colaboradores passam por cursos e treinamentos que não só aprimoram suas habilidades, como também os introduzem em um novo cenário na companhia, o que os capacita para realizar tarefas diferentes das quais já estavam acostumados.


No cenário corporativo, essas condutas estão ganhando cada vez mais espaço. Em ambos os processos, uma ferramenta auxiliar pode ser o teste de carreira gratuito, que direciona tanto empregadores, quanto trabalhadores a identificarem lacunas de habilidades e oportunidades de desenvolvimento. 


Apesar de os termos serem conhecidos antes da pandemia da Covid-19, a crise sanitária fez com que as propostas se intensificassem. À medida que os trabalhadores de diversos lugares precisavam se adequar ao home office ou ao modelo híbrido, foi preciso aprender a lidar com novas tecnologias para a continuidade e o desenvolvimento de empresas.

Motivações para realizar o upskilling ou o reskilling


Para identificar a dinâmica de desenvolvimento do upskilling e do reskilling nas empresas, uma pesquisa de 2021, realizada pela empresa de recrutamento especializado Robert Half, em parceria com a Fundação Dom Cabral, ouviu 979 pessoas, entre empregados e desempregados sobre o assunto.


Dos entrevistados empregados, 52% fizeram upskilling ou reskilling nas empresas.

Entre as motivações citadas pelos participantes, a vontade de aprender foi a principal delas, com 71% das respostas. A melhoria do desempenho profissional apareceu logo em seguida, com 47,9% das menções, e o aumento da remuneração salarial foi apontado por 46,5%.


Em entrevista à imprensa, o professor e diretor do Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral, Paul Ferreira, avaliou que existe uma diferença nos percentuais conforme a faixa etária dos entrevistados. Ele observou que a remuneração é um dos fatores mais citados pelos mais jovens, pessoas de até 35 anos, com 55,9% das indicações. 


A pesquisa evidencia, ainda, que a demanda em aperfeiçoar os profissionais é acompanhada por alguns desafios. Das pessoas entrevistadas, 88% afirmaram que a principal dificuldade é conciliar estudos, cursos e treinamentos com a falta de tempo. A ausência de incentivo foi citada por 70%, enquanto 66,7% responderam que a parte mais difícil seria o desinteresse nas habilidades requisitadas. 

Lacuna de habilidades deve ser preenchida


O termo skill gap, também conhecido como lacuna de habilidades, se popularizou com o avanço de novas tecnologias e com a necessidade de capacitar as pessoas para usá-las. Trata-se da disparidade entre as habilidades demandadas pelo mercado de trabalho e aquelas que os trabalhadores apresentam.


Por exemplo, um profissional de marketing digital que não tem conhecimentos em análise de dados apresenta uma brecha de habilidades que precisa ser preenchida. É somente a partir desse nivelamento que ele poderá acompanhar as demandas do mercado e desempenhar suas funções de forma eficiente.


Atentos a isso, empresas e profissionais reconhecem a importância da qualificação e da requalificação. O movimento envolve investir em programas de desenvolvimento profissional, cursos de capacitação e outras iniciativas para preencher as lacunas identificadas.


Conforme os estudos da Robert Half, organizações que incentivam o desenvolvimento dos funcionários podem experimentar aumento na produtividade e na progressão das carreiras. Uma startup de tecnologia que oferece treinamentos em programação para os colaboradores, por exemplo, além de melhorar a capacidade de inovação, retém talentos, mantendo-se competitiva.


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