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1 de dezembro de 2016

Professores protestam em Santa Cruz contra não repasse pela prefeitura de verba do FUNDEF


Professores da Rede Pública Municipal de Santa Cruz do Capibaribe pararam suas atividades na manhã desta quinta-feira (01) e foram às ruas protestar contra o não repasse pela prefeitura, de recursos destinados à classe pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).

De acordo com o Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino (Sinduprom), a prefeitura não está respeitando a divisão de verba do (FUNDEF), cuja parcela destinada aos professores é de 60% dos cerca de R$ 17 milhões referentes a um Precatório Judicial da União, com valores que deixaram de ser repassados à classe entre os anos de 2002 e 2006. De acordo com a Lei Federal n. 9.424/96 que institui o FUNDEF, os recursos devem ser destinados em sua totalidade à educação, sendo 60% para os professores e 40% para a manutenção das escolas.

Os professores se reuniram em assembleia na câmara de vereadores e depois seguiram em protesto pelas ruas da cidade em direção à prefeitura, onde uma comissão formada por nove professores foi recebida pela chefe de gabinete, Priscila Ferreira, pelo secretário de educação, Joselito Pedro e pela vereadora eleita, Jessyca Cavalcanti, onde a única resposta obtida pelos professores foi de que o prefeito não irá repassar os 60% aos professores e nenhuma outra proposta foi apresentada. Uma nova Assembleia dos professores ficou marcada para o dia 08 de dezembro e existe a possibilidade de haver greve por tempo indeterminado.

Através de seu perfil no facebook, a professora Elieudes Bezerra falou sobre o movimento dos professores.
"Hoje o dia foi de parada na rede municipal de ensino de Santa Cruz do Capibaribe, realizamos assembleia na Câmara de Vereadores e em seguida tomamos as ruas com protesto, requerendo e reivindicando o que é nosso, o repasse aos cofres públicos no próximo dia 12/12/2016. A prefeitura receberá mais de 14 milhões de Reais, dinheiro este, oriundo dos precatórios do Fundef, referente ao período de 2002 a 2006, período este, em que a nossa categoria sofreu humilhações e achatamento de salários comprovados através de contracheques. Por isso estamos na luta para que o prefeito Edson Vieira faça justiça com a classe de professores e pague o que é nosso por direito. Acreditamos no poder da mobilização e combate incansável da nossa categoria. O Sindicato dos Professores Municipais está na luta e queremos nosso direito preservado" - destacou.

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