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3 de novembro de 2017

Hiperplasia Prostática Benigna: A doença urológica que atingiu o presidente Michel Temer. Saiba o que é e como tratar


Na última semana o presidente Michel Temer precisou ser internado às pressas para tratar uma obstrução no canal urinário. Apesar de não ter sido amplamente divulgado pela equipe médica, muitos especialistas afirmam que a condição é decorrente da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). A doença, que acomete até 80% dos homens, é popularmente conhecida como próstata crescida e se caracteriza pelo crescimento não canceroso da glândula, que comprime a uretra, obstrui o fluxo de urina e pode levar a infecções e insuficiência renal.

A causa ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada a alterações hormonais que acontecem a partir dos 45 anos. Entre os sintomas, estão a dificuldade para urinar, ardência, diminuição da intensidade do jato, incontinência urinária, noctúria e até sangramento. O diagnóstico é feito através do exame do toque retal e ultrassonografia para avaliar o tamanho da glândula.

Segundo o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana, há três formas de tratamento para a doença. São elas: os medicamentos, as cirurgias tradicionais no corte e as cirurgias sem cortes pelo canal da uretra, podendo ser a ressecção da próstata ou a operação com o revolucionário Greenlight. A tecnologia já é usada em 95% das cirurgias de HPB nos Estados Unidos e na Europa. “O laser atualmente é a melhor opção de tratamento porque ele garante menos complicações, não existem incisões no corpo e, assim, não há sangramento”, explica. Por isso, a operação também pode ser realizada em pacientes que têm problemas cardíacos e que tomam remédios anticoagulantes, sem a necessidade de suspendê-los.

Outro benefício é quanto à recuperação no pós-operatório. “Na cirurgia tradicional, o paciente fica de 4 a 7 dias com sonda. Com o laser, esse tempo cai para apenas um dia e depois ele já pode ir para casa”, revela Maia. É importante lembrar que o procedimento não interfere na potência sexual, nem na função erétil do homem.

A cirurgia – Por meio de um aparelho com câmera inserido na uretra, o laser emite ondas de faixa verde na próstata. As ondas reagem com a oxiemoglobina do sangue e vaporizam o excesso de tecido com altas temperaturas sem causar sangramentos.

Em nota, a assessoria disse que “o Presidente Michel Temer teve um desconforto e foi consultado no próprio departamento médico do Palácio do Planalto. O médico de plantão constatou uma obstrução urológica e recomendou que fosse avaliado no Hospital do Exército”. Ele passou por uma sondagem vesical de alívio por vídeo.

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