7 de dezembro de 2017

Em Pernambuco pacientes sofrem com falta de medicamento para tratamento do câncer de mama


Pacientes de Pernambuco com câncer de mama metastático (condição em que a doença já atinge outros órgãos, como fígado, pulmões, ossos e cérebro) sofrem com a falta do trastuzumabe – um medicamento de alto custo (R$ 10 mil, em média, é o valor de cada dose no mercado) que mudou a forma como esse tipo de tumor é tratado no mundo e que figura na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS) para combater a doença. Toda a rede pública de atenção em oncologia de Pernambuco está sem oferecer o medicamento.

Apesar de o câncer de mama metastático não ter cura, as pesquisas deram importantes passos para disponibilizar tratamentos modernos, que incluem o trastuzumabe (Herceptin, nome comercial), que permitem aos pacientes viverem com mais qualidade de vida.

No dia 3 de agosto, foi publicado no Diário Oficial da União a decisão do Ministério da Saúde de oferecer, no SUS, o trastuzumabe como tratamento para o câncer de mama HER2 positivo metastático, que tende a crescer e disseminar mais rapidamente do que outros tipos do tumor. É o mais agressivo e que atinge um quinto das mulheres com tumor no seio. A questão é que, a contar de agosto, o SUS só começará a fornecer o medicamento num prazo de 180 dias, o que deve ocorrer no fim de janeiro do próximo ano. Até a data, era para o governo do estado fornecer o medicamento para as pacientes com indicação, mas isso não vem acontecendo.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que “o trastuzumabe deve chegar na próxima semana, pois já foi adquirido pela SES”. A luta das mulheres e das entidades por essa medicação, nos casos de metástase, é intensa porque se trata de uma opção terapêutica que dobra a sobrevida das pacientes.

Estudos publicados nos periódicos científicos Journal of Clinical Oncology (JCO), em 2015, e no Journal of Global Oncology (JGO), em 2016, revelam que a incorporação ao SUS da combinação do trastuzumabe e de outra droga, o pertuzumabe salvaria 768 vidas de mulheres com câncer de mama metastático HER2 positivo no País. Uma previsão feita pelo estudo que está no JGO revela que, do total de 2 mil pacientes diagnosticadas com esse subtipo da doença em 2016, apenas 808 estarão vivas em 2018, se forem tratadas só com quimioterapia (ou seja, sem ambas as medicações). Caso recebam a combinação, o número de sobreviventes subirá para 1.576.

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Com informações do JC Online
Foto reprodução Internet

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