13 de junho de 2018

Tecnologia que reduz riscos ambientais na extração de petróleo foi desenvolvida em Pernambuco


O gerenciamento de grandes volumes de água resultante da extração de petróleo nas plataformas marítimas é um dos desafios mais difíceis enfrentados pelas empresas petrolíferas. Contendo altos índices de óleo e graxa, essa água não pode ser descartada no mar sem antes passar por uma estação de tratamento instalada em terra firme para onde são levadas em grandes navios antes de serem lançadas em alto mar após o tratamento.

A solução para simplificar essa complexa operação e diminuir significativamente os riscos ambientais foi desenvolvida pelo engenheiro e pesquisador Raimundo Silton, diretor da Gasil - Gases e Equipamentos, com sede em Pernambuco. “Utilizando um processo de oxidação molecular a partir de uma usina geradora de ozônio, a tecnologia é capaz de, em algumas horas, eliminar completamente todo o resíduo de óleo e graxa presentes da água de produção”, afirma.

Silton explica ainda que, com o seu sistema, o deslocamento de grandes volumes de água para estações de tratamento no continente torna-se desnecessário porque a água produzida na extração do petróleo pode ser tratada no tanque de um navio ancorado próximo à plataforma de petróleo e em seguida devolvida limpa ao mar.

Além disso, ele ressalta que, além de ser mais eficiente do que os processos de descontaminação utilizados atualmente, sua tecnologia também permite uma redução no custo total da operação em mais de 50%. “O processo é bem mais barato porque os únicos insumos utilizados são energia elétrica e o ar atmosférico de onde é retirado o ozônio.

O processo desenvolvido pela Gasil também pode ser utilizado para a limpeza e descontaminação dos gigantescos tanques de armazenamento de petróleo existentes nos parques de tancagem das empresas petrolíferas.

As vantagens oferecidas pelo sistema idealizado por Silton despertou o interesse da Petrobras e da subsidiária, Transpetro, as quais enviaram engenheiros e técnicos à sede da Gasil, na última terça-feira (5), para acompanhar os testes realizados do laboratório da empresa com amostras de água de produção e de resíduos existentes nos tanques de armazenamento.

“Os resultados obtidos na eliminação de resíduos foram 100% satisfatórios”, afirmou o pesquisador. Diante disso, os técnicos programaram uma visita da equipe da Gasil à Petrobras, no Rio de Janeiro, fim de que seja feita uma avaliação das condições estruturais do parque de tancagem e para coleta de subsídios para a elaboração de um projeto para atender às necessidades da empresa petrolífera.

Com mais de 25 anos de atuação no mercado, a Gasil também desenvolveu tecnologia para tratamento de esgotos sanitários em grandes cidades. Desde 2008, a Companhia de Água e Esgoto do Maranhão – CAEMA conta com os serviços da empresa para realizar o tratamento de desinfecção bacteriológica dos resíduos do esgoto da capital São Luiz. Além disso, a Gasil também detém a patente da tecnologia empregada para substituição do enxofre por ozônio do processo de branqueamento do açúcar, o que torna o produto mais saudável e possibilita a adição de micronutrientes como as vitaminas.

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