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20 de setembro de 2018

Com "risco" Bolsonaro, desafio é criar ponte até com PSDB

Foto: Ricardo Stuckert
Fernando Haddad já acenou para "possibilidade de diálogo com o PSDB". No último domingo, quando fez caminhada em São Paulo, afirmou o seguinte: "A autocrítica do PSDB é muito importante e constrói possibilidade de diálogo depois das eleições".
A aliados, Haddad já defende acordo com Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, de forma que quem for ao segundo turno apoie o outro.A lógica é evitar vitória de Jair Bolsonaro. Ontem, após evento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Capital paulista, Ciro, por sua vez, flexibilizou o discurso ao ser indagado se estaria junto com Haddad "Se nós olharmos para trás, é fato. Estivemos juntos ao longo dos últimos 16 anos em que eu ajudei", pontuou. E ponderou: "Mas o projeto que advogo para o Brasil não é o mesmo projeto do PT". Ainda em agosto, indagado se em um cenário de segundo turno com Haddad e Bolsonaro apoiaria alguém, Ciro fora mais resistente: "Vale morrer?". Pesquisa Ibope divulgada ontem apontou crescimento de 11 pontos do presidenciável petista, que passa a figurar isolado na vice-liderança com 19% (tinha 8%), enquanto Jair Bolsonaro lidera, com 28% (tinha 26%). Ciro manteve-se com os mesmos 11% da pesquisa anterior, Alckmin tem 7% (tinha 9%) e Marina 6% (tinha 9%). Na última segunda, Haddad apostou em unidade da centro-esquerda no 2º turno: "Continuarei lutando para que estejamos juntos - não foi possível no primeiro turno, será possível no segundo, e, mais ainda, no governo...". Haddad toma para si o desafio de ser o ponto de unidade do que petistas definem como "forças democráticas". Esse debate em torno de acordo com Ciro e Alckmin, ainda não teve início internamente, segundo o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, mas ele, à coluna, faz a seguinte reflexão: "A luta contra o risco Bolsonaro diz respeito aos padrões civilizatórios. As forças democráticas terão que encontrar um entendimento". 

Entendimento à vista
Presidente do PT em Pernambuco, Bruno Ribeiro adverte: "Quando tem ameaça totalitária, o que chamo de forças democráticas têm a missão de preservar a sociedade se entendendo". 

Ponto... >
 A "hipótese Bolsonaro", na avaliação do presidente do PT em Pernambuco, "coloca valores acima das disputas partidárias, coloca um ponto de unidade acima das divergências partidárias e até de conteúdo político".


...de unidade > "Alckmin não está dando sinais de que vai chegar. Mas se, por acidente, não for Haddad que chegar, o PT estará com qualquer candidato que represente o mínimo de equilíbrio e não essa agenda fascista e alucinada de Bolsonaro. Estamos confiantes que Haddad vai para o 2º turno", observa Bruno.

Digital 1 > O candidato a governador Maurício Rands será recebido, hoje, às 10h, por empresários e gestores do Porto Digital para debate sobre tecnologia da informação e comunicação, economia criativa, empreendedorismo e inovação. 

Digital 2 > O encontro será e faz parte de uma série com os principais candidatos e será no Apolo 235.

Recordar 1 > Rands tem realçado que o "Brasil começou a desandar no governo de Dilma Rousseff, que foi escolhida por Lula". 

Recordar 2 > Tanto no debate promovido pela Rádio Liberdade, ontem, como no Roda Viva Pernambuco, Rands repisou o assunto, ao criticar Paulo Câmara por terceirizar a culpa. "Parece até que o governo Dilma foi uma beleza. Aliás, Temer e Dilma foram eleitos na mesma chapa", alfinetou.


Por: Renata Bezerra de Melo 

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