Parece que foi ontem...


Mas já faz um ano. Faz um ano que nosso amigo se foi.

A saudade aproxima todos os dias aquele cidadão calmo, pacato, manso, bondoso... e adjetivos como esses seriam infinitos aqui.

Então a gente sente uma saudade tão grande, tão grande, do nosso amigo, que nossos olhos se enchem de lágrimas.

Zé Elias. Se fôssemos contar sua história, sua bela história, um livro seria mais oportuno. A saudade não é somente do político ou do comerciante, tão brilhante como foi nesses dois campos.

A saudade é maior, muito maior, é do ser humano, do ser humano, do homem honesto e bondoso que ele foi.

Meu Deus, como passa tão rápido. Já faz um ano.

Nunca vou me esquecer daquele final de tarde, uma quinta-feira, um dia que, em minutos, se transformou em tristeza. A noite chegou opaca, como se chorasse também.

Aquele cinco de abril (tão triste) deixou uma marca profunda e entristeceu os dias, os meses, os anos...

O sol já se escondia quando a notícia chegou. Em poucos instantes, nos blogs, nos grupos de WhatsApp, nas rádios, nas ruas... A triste notícia. A dor, a saudade...

Parece que foi ontem, mas já faz um ano...

No entanto, a saudade a cada dia será maior e, mesmo daqui a vinte ou trinta anos, sempre parecerá que foi ontem, sempre parecerá que foi tudo tão recente e o coração apertado de cada um de nós vai chorar de saudade...

Pois, para sempre, em todo “cinco de abril” (não importa de que ano), sempre parecerá que foi ontem...

E todas as boas lembranças que temos dele vão sempre mantê-lo perto de nós, em cada lembrança, em cada saudade, em cada coisa boa que ele fez enquanto esteve entre nós.

Por Clécio Dias
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