25 de maio é o Dia Internacional da Tireoide. Radiologista esclarece a importância do exame de USG na avaliação da glândula tireoideana


De 20 a 25 é celebrada a Semana Internacional da Tireoide, institucionalizada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O objetivo da campanha é alertar a população sobre possíveis disfunções na tireoide e falar sobre a importância dessa glândula para o organismo. “A glândula tireoideana é de suma importância para o funcionamento adequado de vários órgãos, e desempenha papel preponderante na nossa saúde e bem estar”, afirma o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr. Ricardo Maranhão Filho.

Os principais exames laboratoriais para o rastreamento da disfunção tireoideana são o TSH, T4 e T3. As indicações para o exame de ultrassonografia da tireoide são bem específicas, destacando-se a suspeita clínica de aumento volumétrico da tireoide e/ou nódulos, disfunção hormonal, pacientes com alto risco para câncer de tireoide, rouquidão persistente, síndromes hereditárias associadas ao câncer tireoideano e irradiação pregressa cervical. “A ultrassonografia da tireoide está se tornando cada vez mais importante no diagnóstico, manejo e acompanhamento das doenças difusas ou focais da glândula tireoideana, permitindo dessa maneira, aliado aos dados clínicos e laboratoriais, um tratamento eficaz”, esclarece o médico radiologista.

Pesquisas recentes apontam que acima dos 40 anos de idade, cerca de 50% da população possui algum tipo de nódulo de tireoide e felizmente a grande maioria desses nódulos são benignos, algo em torno de 95%. “A minoria dos nódulos da tireoide são malignos (5%), ressaltando-se que a prevalência é cerca de três vezes maior nas mulheres, contudo a doença nodular tireoideana também acomete os homens”, afirma Dr. Ricardo Maranhão Filho. 

“A ultrassonografia da tireoide tem um papel singular na detecção, caracterização e acompanhamento dos nódulos palpáveis ou impalpáveis, na mensuração do tamanho glandular, na análise de alterações de “textura” do parênquima que sugiram tireoidopatias, como por exemplo a tireoidite de Hashimoto ou a Doença de Graves, entre outras. Dessa forma, uma correta interpretação das imagens, associado a um relatório de exame elaborado/detalhado, com informações relevantes para o médico assistente, serão importantes ferramentas que auxiliarão no diagnóstico e tratamento das doenças da tireoide”, finaliza Dr. Ricardo Maranhão Filho.

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