Magalu

No meio do inverno ainda falta água nas torneiras


Revivendo memórias alusivas o dia dedicado ao meio ambiente me perco em pensamentos saturados por perguntas sem respostas. Olho pela janela, contemplo um fim de manhã nublado, pincelado a chuviscos borrifados no vento fresco da montanha do brejo taquaritinguense, num horizonte cor verde esmeralda que se esparrama por suas inúmeras ladeiras, me dão uma falsa sensação de que está tudo bem. Neste 2020, em muitas regiões do Nordeste festejou-se a abundância das chuvas cujos volumes registrados superaram os do mesmo período nesta última década. 

Cenário inverso observamos nas terras altas de Taquaritinga do Norte, apesar de um ano farto de chuvas no entorno, onde destaco a recuperação do principal reservatório do Agreste Setentrional, Jucazinho hoje comporta pouco mais de 30% de sua capacidade, mas quando nos voltamos para os mananciais do município, ficamos estáticos, pois não obtiveram recargas significativas e a população continua a amargar racionamento no auge da estação chuvosa no município. Exceto uma mudança relevante aos 55 do segundo tempo ficamos à mercê de eventos pontuais pós estação. 

A carência de políticas públicas voltadas a conservação e ao desenvolvimento sustentável agravados por incêndios florestais, além da ausência de assistência técnica no trato agrícola culminam em uma cultura de desinteresse aos problemas ambientais. Felizmente há tempo para uma reversão desse quadro sombrio para tanto, convocar os diversos setores da sociedade para um diálogo propositivo e focado na resolução desses problemas ambientais. Garantir a preservação ambiental nas serras da charmosa Dália da Serra, aliando ao desenvolvimento sustentável, que não fique em apenas palavras bonitas publicadas na mídia sedenta por respostas, desse modo abrimos caminho para o progresso e sendo assim, um passo à frente. 

Taquaritinga do Norte, 05 de junho de 2020.

Márcio Silva

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