Filhote de Gato mourisco que seria morto é resgatado por ambientalista e entregue ao IBAMA


Um filhote de gato mourisco (Puma yagouaroundi), também conhecido como Jaguarundi ou maracajá, o qual foi capturado ilegalmente, estava sendo criado em cativeiro e seria morto após ter sido visto perseguindo galinhas, foi resgatado pelo ambientalista e fotógrafo de vida selvagem, Eudes Feitosa, no município de Jacobina do Piauí, distante 448 km da capital, Teresina, no estado do Piauí.

De acordo com Eudes, o filhote estava sendo criado por um homem, como se fosse um animal de estimação, porém ao começar desenvolver seus instintos naturais de caça, passou a perseguir as galinhas criadas no local e o homem estava decidido a se livrar dele, matando-o.


"No feriado de 7 de setembro, fui visitar meu cunhado e chegando lá, conversamos e ele me relatou sobre esse filhote de gato mourisco que um cara tinha capturado ilegalmente e que queria matá-lo, porque ele estava despertando seu instinto natural de predador, então não pensei duas vezes, chamei meu cunhado e fui até a casa do homem que estava com o gato em cativeiro. Chegando lá, conversei com o cara e convenci ele a me entregar o gato, depois trouxe ele para minha residência, entrei e contato com o biólogo Mateus, que me passou o contato do IBAMA. Imediatamente entrei em contato e me disseram que uma equipe vinha buscar o animal. Passaram-se dez dias a gente mantendo contato e nesta quarta, dia 16 de setembro, consegui fazer a entrega voluntária pro Ibama, que por sua vez vai fazer seu trabalho de reintrodução do bicho na natureza". Conta Eudes.


Durante os dias que cuidou do filhote de gato mourisco até a vinda da equipe do IBAMA, Eudes conta que algumas pessoas lhe ofereceram dinheiro pelo filhote.

"Fiquei bravo e respondi que queria ele livre na natureza e não em cativeiro". Lembrou o ambientalista.


O Jaguarundi Possui cerca de 60 cm de comprimento de corpo, 45 cm de cauda e pesa de 6 a 9 Kg. Habita áreas de mata primária, secundária e capoeirões, de preferência na mata ciliar dos rios, lagos e banhados. Alimenta-se de roedores, lebres, macacos, cotias, quatis e até pequenos veados. Sua dieta inclui também aves, répteis, anfíbios e peixes.

A fêmea atinge a maturidade sexual por volta dos 3 anos de idade e tem uma ninhada de 2 a 4 filhotes. O período de gestação é de 63 a 75 dias. Os filhotes recém nascidos apresentam pequenas manchas espalhadas pelo corpo, mas logo desaparecem. Numa ninhada podem ocorrer três padrões de coloração encontrados nos adultos. A mãe amamenta os filhotes por até um mês.

Como costuma ser ativo durante o dia é um dos gatos mais comumente visualizados, no entanto, não é abundante em nenhum lugar (Caso et al. 2008). Costuma se refugiar em troncos ocos, tocas e grutas ou por entre a vegetação. Sabe nadar bem e subir em árvores. Costuma andar sozinho, podendo ser visto aos casais somente durante a época de reprodução, comportamento típico dos felinos.

Ocorre em todo o Brasil. No Texas (provavelmente extinta) e Arizona, Estados Unidos, onde é muito rara, até o sul da Argentina (Patagônia), com exceção do Chile e Uruguai. 

Estudos científicos recentes revelam que a espécie tornou-se muito rara e a destruição de habitats é a principal causa de ameaça de extinção (Caso et al. 2008). A perda de habitats tem um impacto negativo sobre a sua probabilidade de ocorrência (Michalski & Peres 2005). Além disso, o pouco conhecimento sobre a biologia desta espécie limita a possibilidade de estratégias de conservação eficazes. É uma das espécies de felinos com maior deficiência de dados, tanto relacionados com a biologia da espécie e padrão de distribuição geográfica, quanto com a sua atual situação de densidade populacional (Sunquist & Sunquist, 2002) . (Informações do Instituto Rã Bugio).

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