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Câncer de mama e os impactos psicológicos

O psicólogo Carol Costa Júnior destaca a importância do apoio familiar e do acompanhamento terapêutico para enfrentar essa fase difícil.


O mês de prevenção do câncer de mama, conhecido como outubro rosa, tem o objetivo de alertar a população sobre a necessidade de entender os sintomas da doença, visando o diagnóstico precoce para um tratamento com mais chances de cura. Um dos impactos de quem detecta a doença é lidar com o psicológico abalado e sentimentos como baixa autoestima, finitude, e no caso das mulheres a perda da feminilidade, entre outros. “Precisamos falar sobre a importância de tratamento psicológico para as pacientes com câncer de mama. Além da terapia, os familiares e amigos também precisam se aproximar e ajudar a atravessar esse momento difícil”, destaca o coordenador do setor de psicologia do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior.

Após a descoberta da doença é fundamental o esclarecimento de tudo que está acontecendo e quais as formas de tratar o câncer de mama. “Na hora da descoberta há uma explosão de sentimentos, por isso é muito importante trazer a pessoa para realidade, explicar com clareza os próximos passos. Muitos dos sentimentos negativos estão relacionados à desinformação, ao que ouviu o outro falar”, reforça o psicólogo. 

O tratamento psicológico é fundamental para não desenvolver outras complicações à saúde mental como ansiedade, forte melancolia e depressão, por exemplo. “A palavra câncer já trás consigo todo o sentimento negativo de finitude e somado ao intenso tratamento medicamentoso torna o processo ainda mais sofrível e pesado. A paciente precisa ter estrutura psicológica para ter garra e vontade de viver, seguindo corretamente o tratamento para, se possível, obter a cura”, pontua.

Sobre o câncer de mama

Existem vários tipos de câncer de mama que se diferenciam de acordo com as características próprias de cada tumor. “O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células da mama de forma desordenada, gerando células anormais que se desenvolvem e formam um tumor”, explica a médica mastologista do Sistema Hapvida, Carina Brito.

Apesar de raro, também pode afetar os homens. Com base em informações de 2020 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estimam-se 66.280 novos casos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022. “É preciso ficar alerta aos sintomas, procurar um médico e fazer os exames para confirmar ou não a doença. Assim, se o diagnóstico for positivo, o (a) paciente consegue iniciar um tratamento precoce com mais chances de cura, dependendo do seu caso”, pontua. 

O câncer de mama pode ser notado através de alguns sinais, como:

  • Nódulo nas mamas (geralmente indolor). De acordo com o INCA, é a principal manifestação da doença, estando presente em aproximadamente 90% dos casos;
  • Pele da mama retraída, avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito;
  • Aparecimento de nódulos nas axilas ou pescoço;
  • Líquido anormal saindo pelos mamilos.

“As mulheres devem adotar o hábito de observar suas mamas sempre que possível, tocando de forma confortável e conhecendo essa região do corpo. Essa atenção é muito importante para notar qualquer alteração e procurar ajuda”, pontua Carina Brito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia anualmente, mesmo sem sinais ou sintomas suspeitos.

O tratamento do câncer de mama varia de acordo com a fase em que a doença se encontra e o tipo do tumor. Pode envolver radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica, além da cirurgia. Quando a doença é diagnosticada logo início, o tratamento tem maior potencial de cura. Se a doença já possuir metástases - quando o câncer se espalha para outros órgãos -, o tratamento busca prolongar proporcionar melhor qualidade de vida para o (a) paciente. 

“Alguns hábitos são importantes para aumentar o fator de risco da doença, como sedentarismo, sobrepeso, obesidade após a menopausa, alto consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, exposição frequente aos raios-x, entre outros. Ter práticas saudáveis ajuda todos a terem uma boa qualidade de vida e prevenir doenças”, finaliza a mastologista do Sistema Hapvida, Carina Brito.

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