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Os perigos do uso excessivo de celulares e computadores por crianças e adolescentes

Com a pandemia o uso de dispositivos eletrônicos só aumentou e os familiares e responsáveis precisam ficar atentos.


O uso abusivo de plataformas virtuais é um tema sempre discutido pela sociedade e com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) se faz ainda mais necessário o diálogo sobre seus malefícios. Nos últimos meses houve um aumento da presença digital por crianças e adolescentes, já que, com o isolamento social, a maior parte da população precisou passar mais tempo em suas casas para evitar a propagação do vírus. Com isso, o tempo de exposição as televisões, smartphones, tablets e computadores só aumentou entre os jovens e, mesmo sendo utilizados para fins benéficos, como estudar, se divertir e conversar virtualmente com amigos, também pode trazer malefícios.

“As crianças viram uma mudança radical na sua rotina, sem poder sair de casa para brincar com amigos, ir a escola e se divertir ao ar livre. Houve um grande aumento no uso dos dispositivos eletrônicos e é preciso que a família acompanhe de perto para não trazer prejuízos à saúde. Utilizando essas plataformas virtuais em abundância a criança ou adolescente pode desenvolver problemas na visão, audição, posturais e musculares, além da dependência do uso desses dispositivos”, destaca o pediatra do Sistema Hapvida, Maurício Cavalcante.

As crianças e adolescentes estão desenvolvendo as estruturas e regiões cerebrais e seus comportamentos podem ser alterados pelo uso excessivo desses dispositivos eletrônicos, provocando sentimentos como irritabilidade e agressividade, por exemplo. “É interessante conversar e combinar horários, estabelecendo limites de quando usar a televisão, o smartphone ou o tablet, por exemplo. Ter disciplina é fundamental para que as plataformas virtuais sejam usufruídas de maneira saudável”, complementa o coordenador do setor de psicologia do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior.

Os familiares e responsáveis também precisam estar atentos ao conteúdo que está sendo consumido pelas crianças e adolescentes. “Os pais precisam monitorar de perto os desenhos, vídeos e fotos que os filhos buscam na internet. É um universo de possibilidades que infelizmente dá abertura para que pessoas maldosas possam agir para prejudicar o outro”, orienta o psicólogo.

“A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que é importante que as crianças e adolescentes não fiquem expostos a telas perto do horário de dormir para que não interfira no sono. Estudos recentes também apontam que quanto menor o tempo de exposição a noite, melhor a qualidade do sono, diminuindo sintomas como fadiga, estresse, mudanças de humor e falta de concentração nas atividades cotidianas”, ressalta o pediatra.

A presença dos pais e familiares também deve ser desfrutada no dia a dia. “Apesar das obrigações com o trabalho e a casa, os pais precisam dialogar com os seus filhos e passar um tempo juntos. Assistir um filme, brincar e conversar são ações essenciais para que haja um vínculo saudável entre todos os integrantes familiares”, explica Carol Costa Júnior. “Pais e responsáveis, aproveitem todo o tempo possível juntos dos pequenos e aprendam entre si a desfrutarem os momentos reais sem o uso obrigatório da tecnologia”, finaliza Maurício Cavalcante.

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