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Empresas adotam modelo de quatro dias de trabalho; especialista é contra

Advogado vê risco de “efeito contrário” no Brasil.


Algumas empresas de países como Reino Unido, Japão, Bélgica, Nova Zelândia e Portugal têm utilizado o modelo de trabalho com apenas quatro dias por semana, com o objetivo de reduzir horas de serviço para ganhar produtividade. Até no Brasil, nas regiões Sudeste e Sul, alguns funcionários já estão se adaptando à novidade. Porém, de acordo com o advogado trabalhista João Galamba, sócio do Galamba & Félix Advogados, a prática não deve funcionar no país.

“No cenário do Brasil, atualmente, eu não vejo como a gente implementar essa jornada. Se a gente olhar o Brasil, onde o trabalhador custa caro, por conta dos encargos, sobretudo para o pequeno empresário, chega a ser romantismo para a nossa realidade. O que pode acontecer: o trabalhador vai ficar com um período de ócio e, com a dificuldade que vivemos no país, a pessoa vai procurar novas formas de renda. Vai gerar um efeito contrário, um sobretrabalho”, opinou João Galamba.

Esse movimento teve como incentivo após o período de isolamento causado pela pandemia, quando diversas empresas adotaram o modelo home office ou híbrido sem prejuízos no desempenho dos colaboradores. Para Galamba, a ideia do estudo é até positiva, com o objetivo de aumentar a produtividade e a qualidade. Mas no Brasil, na visão do advogado, a situação é difícil.

“Se isso fosse acompanhado por um incentivo do governo, alguma desoneração do empregador, sobraria dinheiro do empresário para gerar mais postos de trabalho. Mas sem esse apoio fica inviável. O estudo deixa claro que não terá cortes de salário, diminuindo o número de acidentes e doenças de trabalho, uma vez que a jornada está ligada intimamente ao adoecimento deste trabalhador”, acrescentou Galamba.

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