Pesquisa investiga impactos do confinamento domiciliar no sono de adultos e de seus filhos

Para participar da pesquisa, desenvolvida pela PUCRS, é necessário responder a um questionário online.

Magda Lahorgue Nunes. Créditos: Bruno Todeschini/PUCRS.
Verificar os impactos do confinamento domiciliar como medida de contenção, em função da pandemia de Covid-19, na qualidade do sono de adultos e de seus filhos, é o principal objetivo do estudo liderado pela vice-diretora do Instituto do Cérebro (InsCer) e professora na Escola de Medicina da PUCRS, Magda Lahorgue Nunes. O estudo faz parte de uma força-tarefa multidisciplinar, da universidade, que reúne mais de 50 profissionais e pesquisadores, de diversas áreas, na busca por soluções envolvendo a pandemia. 

É nesse sentido que, o estudo pretende, ainda, levantar dados de georreferenciamento para identificar possíveis efeitos regionais do confinamento domiciliar, bem como a presença de sonolência excessiva diurna e avaliar se, nos casos em que os indivíduos respondentes sinalizarem uma piora da qualidade do sono durante o confinamento domiciliar, se estas são modificações permanentes ou transitórias. Esses dados partem de uma iniciativa mais ampla que pretende, também, estudar o impacto da COVID-19 e da quarentena em aspectos cognitivos e comportamentais das crianças, com especial interesse nas crianças com transtornos do desenvolvimento, durante e após a pandemia. 

Participação online e de forma anônima

O grupo, liderado pela vice-diretora do InsCer, é constituído por neurologistas infantis, psiquiatras, psicólogos e educadores e as atividades previstas versam sobre diversos temas, que vão desde pesquisas a nível molecular e de marcadores de estresse, alterações acadêmicas e comportamentais a questões de influência no sono.

Por se tratar se tratar de um estudo de base populacional, o questionário, que avalia os impactos do confinamento domiciliar, devido à pandemia de covid-19, no sono, foi desenvolvido para que os respondentes pudessem participar de forma online, com anonimato opcional, intentando atingir o maior número de pessoas possível, em todo o Brasil. O questionário está disponível em https://bit.ly/pesquisasonocovid19

Governo anuncia redução no preço do gás natural em Pernambuco a partir de 1º de maio

Agência Reguladora de Pernambuco – Arpe autorizou uma redução média de 8,12%. Segmento de gás veicular terá uma redução ainda maior, chegando aos 9,25% na tarifa


O Governo do Estado, através da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), anunciou a redução nos valores das tarifas de gás para diversos segmentos, a partir de 1º de maio. A redução média ficará em 8,12% nos setores atendidos pela empresa. O segmento veicular abastecido com o Gás Natural Comprimido (GNC) foi o que obteve a maior redução, com uma queda de 9,25% na tarifa. Em segundo lugar, aparece a área de cogeração, que terá uma redução de 9,16%.

A autorização para a recomposição tarifária do combustível foi determinada pela Agência Reguladora de Pernambuco – ARPE e será publicada no Diário Oficial do Estado, no próximo dia 1º de maio. Essa redução nas tarifas é referente à variação trimestral do custo do gás natural vindo da Petrobrás.

Os segmentos veicular (GNV), residencial e industrial terão reduções de 8,54%, 8,07% e 7,96%, respectivamente. O setor comercial ficará com uma tarifa 6,32% menor.

A Copergás está presente em Pernambuco com uma rede distribuidora de 870 km, atendendo a mais de 47 mil clientes e uma média de 1,4 milhão de metros cúbicos de gás distribuídos por dia. Para os próximos cinco anos, a Companhia investirá cerca de R$ 323 milhões em infraestrutura nos setores Industrial, comercial, residencial, veicular, termoelétrico e cogeração. Estima-se a implantação de 402km de gasodutos para o período.

Em 2020, a Copergás deve completar as obras de expansão para o município de Ipojuca, atendendo as praias de Muro Alto e Porto de Galinhas; além de Carpina, na Zona da Mata Norte. Também está sendo desenvolvida a rede distribuidora local no município de Petrolina, criando uma base operacional no Sertão do São Francisco.

Ouça o Programa Moda Center no Ar desta quinta-feira (30/04)

Ouça o Programa Moda Center no Ar desta quinta-feira (30/04)

PARTICIPANTES: José Gomes Filho (Síndico) e George Pinto (Gerente Geral)
APRESENTAÇÃO: Silvio José (Polo FM).

PAUTA
01. Na última terça-feira (28) foi realizada uma nova reunião entre Moda Center Santa Cruz, entidades comerciais e empresariais locais e Prefeitura Municipal para avaliar os primeiros dois dias em que o centro atacadista se tornou ponto de entrega de mercadorias a transportadoras. No encontro, foram definidas algumas mudanças e novas estratégias que entrarão em vigor a partir de segunda-feira (4 de maio).

Se preferir, ouça pelo Spotify: https://spoti.fi/3f80xvp

Pesquisadores da UFPB desenvolvem capacete com ventilação não invasiva para pacientes graves com Covid-19

Aparelho não precisa ser usado em leitos de UTI e inibe contaminação nas unidades de saúde. Foto: Divulgação.
Pesquisadores do Laboratório de Fabricação Digital (FabLab) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear), no campus I, em João Pessoa, desenvolveram um capacete com ventilação não invasiva para pacientes em estado grave devido à infecção pelo novo coronavírus (Covid-19).

Segundo os pesquisadores, o vírus Sars-Cov-2, que provoca a doença, tem alta capacidade de disseminação por meio de aerossóis dispersados pelos doentes, sendo por isso desaconselhada a ventilação não invasiva de alto fluxo, que expõe os profissionais de saúde ao contágio.

Desse modo, o invento se apresenta como uma alternativa de tratamento clínico para a Covid-19, diante da escassez de aparelhos de ventilação no mercado e pode ser usado em pacientes com necessidade de suporte ventilatório, a fim de evitar intubações orotraqueais precoces.

Com a utilização do capacete, os pesquisadores pretendem disponibilizar uma alternativa de ventilação não invasiva, com geração mínima de aerossóis, possibilitando oferecer oxigênio e pressão positiva sem realizar a intubação orotraqueal, reduzindo, assim, as possíveis complicações geradas pela ventilação mecânica. De acordo com os pesquisadores, uma das principais causas de infecção hospitalar é a pneumonia associada à ventilação mecânica.

Conforme a equipe, uma vez constatada boa adaptação, é previsto o uso do capacete pelo paciente por até 15 dias. O projeto foi submetido nesta quarta-feira (29), ao comitê de ética do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) da UFPB e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os pesquisadores solicitaram autorização para continuar o desenvolvimento do capacete e iniciar os testes com pacientes, segundo o coordenador do Laboratório de Fabricação Digital da UFPB, Euler Macêdo.

Devido à recomendação de utilização em pacientes que estejam lúcidos e acordados, o aparelho não precisa ser utilizado em leitos de UTI, em pouca oferta no país. “Também esse tipo de capacete reduz a contaminação do hospital, devido ao confinamento do paciente ao capacete”, explica Euler Cássio.

O protótipo desenvolvido pelos pesquisadores foi feito com um capuz manufaturado de PVC, anel fabricado com impressora 3D, membrana de vedação cervical adaptada de balão látex, conectores de saída e entrada de gases feitos com tubos de PVC.

Esta versão foi testada por meio da conexão do protótipo a um suporte ventilatório mecânico no dia 13 de abril, em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Lauro Wanderley da UFPB. Não houve intercorrências e foi constatada viabilidade.

O usuário submetido ao teste foi Alberto Filho, um dos desenvolvedores do capacete. Um segundo teste foi realizado no dia 22 de abril, no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, da Unimed, em João Pessoa.

O professor Euler Cássio ressalta que, embora o processo de fabricação seja simples, a equipe ainda está em busca de parceiros que possam aumentar a capacidade de produção após a regulamentação pela Anvisa.

“Queremos produzir em massa, mas com nossa capacidade não temos como produzir muitas unidades”. Também atuam na inovação os pesquisadores Alberto Oliveira Filho, Eliauria Martins e Luiz Regis. Contatos devem ser realizados pelo fablab@cear.ufpb.br.

Ascom/UFPB

Fernando Aragão questiona gestão Edson Vieira sobre valor de R$ 3,8 milhões obtidos com transferência de pagamentos de servidores para o Bradesco


O pré-candidato a prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Fernando Aragão (PP), fez questionamentos direcionados ao prefeito do município, Edson Vieira (PSDB) durante uma "live" - transmissão ao vivo através das redes sociais, na noite desta quarta-feira, 29 de abril. Fernando afirmou que em levantamento foi detectado que a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe recebeu, após homologação de contrato com o Banco Bradesco, o valor de 3,8 milhões de reais.

O contrato ao qual o pré-candidato a prefeito de refere foi celebrado de maneira lítica e dentro dos ordenamentos legais, já que o Bradesco ganhou, em leilão, o contrato de folha de pagamentos dos servidores que anteriormente eram realizados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Na ocasião, o Bradesco havia apresentado proposta de R$ 3.800.000,00 (três milhões e oitocentos mil reais) contra uma proposta de R$ 3.750.000,00 (três milhões, setecentos e cinquenta mil reais), vencendo assim o pregão.

De acordo com Fernando, o intuito de seu questionamento durante sua transmissão semanal pelas redes sociais, é que o prefeito possa explicar onde foi aplicado o valor obtido através da mudança do banco responsável por intermediar os pagamentos de vencimentos dos servidores públicos municipais.

“É muito dinheiro, onde é que está este dinheiro? Para onde foi este dinheiro, senhor prefeito? Em que o senhor gastou? porque eu duvido que nos meses de janeiro, fevereiro e março alguém diga em que foi gasto R$ 3.800.000,00 em Santa Cruz do Capibaribe”. Questionou.

Nas últimas semanas o pré-candidato oposicionista tem levantado uma série de questionamentos e denúncias contra a atual gestão. Veja a seguir o vídeo da transmissão feita na quarta-feira (29) e os documentos que comprovam o recurso financeiro recebido pela gestão municipal:

Comitê de Enfrentamento ao Covid-19 discute economia em Santa Cruz do Capibaribe


Foi realizada nesta terça-feira (28), na sala de reuniões da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, encontro do Comitê de enfrentamento ao Covid-19 (coronavírus), para debater detalhes sobre entrega de mercadorias para as transportadoras que escoam a produção do Polo das Confecções.

Integraram as discussões, além do prefeito Edson Vieira, o vice-prefeito Dida de Nan, representantes do Moda Center, CDL, Polícia Militar, Ministério Público, gabinete do prefeito, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Executiva de Comunicação, Mobilidade Urbana, Guarda Municipal e Procuradoria.

Ficou definido no encontro a ampliação do número de transportadoras que terão direito ao acesso para coletar as mercadorias já comercializadas através de contato prévio. Ao todo, serão autorizadas 30 vagas para as transportadoras no Moda Center Santa Cruz, também foi disponibilizado espaço no estacionamento do Calçadão Miguel Arraes de Alencar para 30 vans que também poderão fazer a retirada das mercadorias já vendidas.

Segundo o prefeito Edson Vieira, serão instaladas barreiras sanitárias nas principais entradas da cidade para monitorar o fluxo e fazer a inspeção nos veículos para a checagem dos quesitos necessários como o uso de máscaras e álcool em gel 70%.

“Essas decisões estão sendo tomadas em conjunto para buscarmos sempre a manutenção do controle sanitário rígido em conjunto com a medida de liberação da coleta de mercadorias, sendo que a comercialização ou negociação no local ainda estão proibidas, e estaremos atentos a esta situação com o apoio da Polícia Militar e Guarda Municipal para coibir abusos”, disse o prefeito Edson Vieira.

Reunião define mudanças nas regras e novas estratégias para entrega de mercadorias à transportadoras

Além do Moda Center, Calçadão Miguel Arraes também se torna ponto para realização das entregas.


Nesta terça-feira (28), foi realizada uma nova reunião entre Moda Center Santa Cruz, entidades comerciais e empresariais locais e Prefeitura Municipal para avaliar o primeiro dia em que o centro atacadista se tornou ponto de entrega de mercadorias a transportadoras. No encontro, foram definidas algumas mudanças e novas estratégias que entrarão em vigor a partir de segunda-feira (4/5). 

A principal é que o Calçadão Miguel Arraes também se torna ponto de entrega de produtos. As mudanças visam atender uma maior quantidade de comerciantes e transportadoras facilitando ainda mais as entregas, mas também eliminar gargalos e tentativas de comercialização de mercadorias de forma presencial, que continuam proibidas. 

Homem é encontrado morto em matagal próximo ao Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe


O corpo de um homem foi encontrado com sinais de execução, na manhã desta quarta-feira, 29 de abril, em um matagal nas proximidades do Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.

A Polícia Militar recebeu informações ainda na noite da terça-feira (28) de que havia um corpo no local, realizou buscas nas imediações, mas não conseguiu encontrar. Já na manhã de hoje, populares passaram pelo local e encontraram o corpo.

A vítima foi Marcos Fernandes do Carmo. De acordo com informações, ele era usuário de drogas e residia no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus.

'E daí? Lamento, quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre', diz Bolsonaro sobre recorde de mortos por coronavírus

Bolsonaro tossindo enquanto discursa para apoiadores em Brasília, no domingo (19/04). Foto: Ricardo Lima/AFP.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (28) que lamenta, mas não tem o que fazer em relação ao novo recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, ultrapassando a China no número total de óbitos pelo novo coronavírus.

"E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre​", afirmou ao ser questionado sobre os números.

Em entrevista na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que cabe ao ministro da Saúde, Nelson Teich, explicar os números.

"Eu tenho que falar com o ministro, ele que fala de número. Eu não falo sobre a questão da saúde. Talvez eu leve na quinta-feira para fazer uma live aqui. Ninguém nunca negou que teríamos mortes", disse.

O recorde diário anterior do Brasil era de 23 de abril, com 407 novas vítimas. O país é agora o 9º país com mais mortes no mundo. Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, ao todo 5.017 pessoas morreram por Covid-19. A China, por sua vez, registra 4.637 mortos, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, que monitora a pandemia,

A primeira morte por coronavírus na China (e no mundo) foi confirmada em 11 de janeiro. No Brasil, a confirmação do primeiro óbito ocorreu em 17 de março.Em número de pessoas infectadas, o país tem 71.886 casos confirmados e está em 11º lugar, ainda atrás da China, que tem 83.938 casos.​

"As mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população, infelizmente é a realidade. Mortes vão haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes."

Depois de questionar e ouvir que sua entrevista estavam sendo transmitidas ao vivo em redes de televisão, Bolsonaro buscou dar uma uma declaração mais amena sobre o assunto.

"Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente que a gente quer, se um dia morrer, ter uma morte digna, né? E deixar uma boa história para trás", disse o presidente.

Apesar de não ter falado sobre nenhuma proposta para conter a transmissão do coronavírus, Bolsonaro voltou a dizer que está preocupado com a situação econômica e o aumento do desemprego no país. Ele disse que conversou nesta terça com um grupo de 200 empresários do Rio de Janeiro e conversou com eles sobre a reabertura das atividades econômicas.

“O próprio pessoal da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) de hoje disse que tem que ser retomado.”

Brasil supera China e chega a 5.017 mortes por coronavírus; 474 nas últimas 24 horas


O Brasil registrou 474 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados atualizados nesta terça-feira, 28, pelo Ministério da Saúde. Com isso, o total oficial de vítimas da covid-19 no País chegou a 5.017, superando os números da China, marco zero da doença, que de acordo com a OMS já somou 4.643 mortes pelo vírus.

Com a atualização desta terça, o Brasil bateu novamente seu recorde de maior número de mortes por covid-19 registrados em um único dia. Já o número total de casos confirmados da doença no Brasil subiu de 66.501 para 71.886 , sendo 5.385 novos casos registrados de ontem para hoje.

Atualizado diariamente, o número de mortes registradas por covid-19 das últimas 24 horas não se refere efetivamente a quantas pessoas faleceram entre um dia e outro, mas sim ao número de mortes que tiveram o motivo de coronavírus confirmado nesse intervalo. Conforme mostrou reportagem do Estado, registros de óbito por covid-19 chegam a demorar um mês para serem confirmados.

São Paulo

Segundo informações divulgadas hoje em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, São Paulo registrou um recorde de mortes pela covid-19, com 224 óbitos, um aumento de 12% em relação ao número divulgado na segunda-feira, 27. Com isso, o Estado já totaliza 2.049 mortes, de acordo com a contagem estadual.

“Como não temos uma fila de testes, isso significa que esses novos casos foram confirmados e são desses dias, por agora”, afirmou o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.

De acordo com o balanço, 81% dos leitos de UTI na Grande São Paulo estão ocupados. No Estado, esse índice é de 61,6%. De acordo com Germann, 1.437 pessoas estão internadas em UTI. Em enfermaria, há 1.800 pacientes internados. A taxa de ocupação nesses leitos é de 44,5% no Estado e 70% na região metropolitana.

Caixa Econômica emite nota sobre pagamento do Auxílio Emergencial

NOTA À IMPRENSA


A CAIXA tem atuado para amenizar os impactos econômicos na vida dos cidadãos brasileiros que sofrem os efeitos econômicos da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). O apoio à população mais carente exigiu a implementação de uma megaoperação de cadastramento e pagamento sem precedentes na história do País, resultando no maior programa de inclusão bancária e digital já realizado. Em conjunto com o Ministério da Cidadania e a Dataprev, em apenas duas semanas foi criada toda estrutura para cadastro e pagamento do auxílio emergencial do governo federal, que já contabiliza 44,3 milhões de pessoas beneficiadas. 

Para atender quem mais precisa, teve início nesta semana o calendário escalonado de saque em espécie do auxílio emergencial nas agências, casas lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui para os beneficiários da Poupança Social Digital. O escalonamento foi pensado justamente para evitar a busca massiva às agências, no momento em que se recomenda evitar aglomerações.

Entretanto, agências em diversas partes do País registram grandes filas e aglomerações de pessoas que não fazem parte do público alvo do atendimento presencial, ou seja, clientes em busca de serviços essenciais (como saque do seguro desemprego e Bolsa Família sem cartão, desbloqueio de senhas, etc) e o público beneficiário do saque em espécie escalonado por data de nascimento. Levantamento da CAIXA aponta que apenas uma pessoa a cada cinco que buscaram presencialmente o banco nessa segunda-feira (27) tinha direito ao saque na referida data.

O aplicativo CAIXA Tem registrou milhões de acessos nos últimos dias, sendo que mais da metade é de usuários que não têm direito ao Auxílio Emergencial. A CAIXA recomenda que somente os brasileiros que receberam o Auxílio Emergencial pela Poupança Social Digital acessem o app CAIXA Tem.

O banco tem envidado todos os esforços para otimizar e acelerar o atendimento em seus canais físicos e digitais. E ressalta a importância de apenas buscarem as agências aqueles usuários que precisam realizar serviços essenciais ou os beneficiários que receberam o auxílio na Poupança Social Digital e desejem fazer o saque em espécie, conforme o seguinte calendário:

  • 28 de abril – nascidos em março e abril
  • 29 de abril – nascidos em maio e junho
  • 30 de abril – nascidos julho e agosto
  • 04 de maio – nascidos em setembro e outubro
  • 05 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Visando otimizar a atendimento e organização das filas, a CAIXA também alocou 2.800 novos vigilantes e aumentou o número de recepcionistas para reforçar a orientação ao público e manter os protocolos já implementados para garantir a saúde de todos. Informa ainda que abrirá 800 agências no próximo sábado (02) em todas as regiões do país, no horário de 08 às 12 horas:


A CAIXA informa que a prioridade ainda é manter o atendimento digital, por meio do cadastramento por app e site e a movimentação do benefício pelo CAIXA Tem. Desta forma, o banco reforça o pedido para que a população só se dirija às agências e casas lotéricas em último caso.

Vale lembrar que quem recebeu o crédito em poupança da CAIXA pode movimentar o valor digitalmente pelo Internet Banking ou mesmo utilizando o cartão de débito em suas compras. Os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para receber o auxílio receberão o crédito no mesmo calendário e na mesma forma do benefício regular. Para quem busca informações sobre o cadastro, os canais para esta consulta são o aplicativo CAIXA | Auxílio Emergencial, o site auxilio.caixa.gov.br e a central telefônica exclusiva 111.

Acompanhe o último balanço do Auxílio Emergencial:


Pernambuco confirmou 366 novos casos e mais 58 óbitos por Covid-19 nesta terça (28)


O Estado de Pernambuco confirmou, nesta terça-feira (28.04), 366 novos casos da Covid- 19, sendo 170 casos que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), portanto internados e/ou mais graves, além de outros 196 casos leves. Agora, o Estado totaliza 5.724 casos confirmados (3.858 casos graves e 1.866 casos leves).

Dos casos graves, 1.508 estão em isolamento domiciliar e 899 internados, sendo 181 em UTI e 718 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. Além disso, o boletim aponta 943 pacientes já recuperados da doença.

Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 112 municípios pernambucanos, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros Estados e países.

Também foram confirmados laboratorialmente 58 óbitos (sendo 30 homens e 28 mulheres), de pessoas residentes nos municípios de Abreu e Lima (2), Aliança (1), Arcoverde (1), Cabo de Santo Agostinho (1), Carnaíba (1), Custódia (1), Garanhuns (1), Goiana (3), Igarassu (1), Itapissuma (1), Jaboatão dos Guararapes (3), Nazaré da Mata (1), Olinda (7), Paulista (6), Recife (24), Salgueiro (1), São Lourenço da Mata (1), Sirinhaém (1), Vitória de Santo Antão (1). Com isso, o Estado totaliza 508 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham idades entre 27 e 94 anos e faleceram entre os dias 18 e 27 de abril. As faixas etárias dessas pessoas são: 20 a 29 (1), 30 a 39 (1), 40 a 49 (4), 50 a 59 (10), 60 a 69 (16), 70 a 79 (17), 80 ou mais (9). Dos 58 pacientes que vieram a óbito, 30 apresentavam comorbidades, como histórico de hipertensão (19), diabetes (11), doença renal (5), doença cardiovascular (7), obesidade (4), doença pulmonar obstrutiva crônica (1) e hipotireoidismo (1) - o mesmo paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais estão em investigação pelos municípios.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 1.601 casos foram confirmados e 1.065 descartados. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Estado foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar os profissionais da área da saúde.

LEITOS - Em mais uma prestação de contas em relação às ações de combate à pandemia, Paulo Câmara e Geraldo Julio anunciaram que o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife estão disponibilizando, juntos, 1.132 novos leitos para o tratamento dos pacientes do novo coronavírus. Desses, 677 são leitos de enfermaria, enquanto os outros 455 são UTIs totalmente equipadas e preparadas para atender a população. Do total de leitos, 750 são da rede estadual, sendo 364 de UTI.

Paulo Câmara reforçou a importância da parceria estratégica com a Prefeitura do Recife para ampliação da oferta dos leitos no sistema. Ele também elencou que novos leitos de UTIs e enfermarias também foram criados em mais 12 municípios da Região Metropolitana e do interior. Esses leitos estão nas cidades de Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Olinda, Palmares, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Petrolina.

Paulo Câmara lembrou que em 18 de março anunciou um esforço conjunto para criar mil novos leitos em Pernambuco para enfrentar a epidemia do novo Coronavírus. Naquele momento, o Estado tinha apenas 22 casos confirmados e nenhuma morte. “Para muitos, a meta de mil leitos e o inicio do isolamento social pareciam exagerados. Quarenta dias depois, ultrapassamos a meta dos mil novos leitos criados e a realidade que se impõe a todos nós é que precisamos avançar ainda mais”, disse.

O governador destacou a importância da operação logística, política e sanitária para criar leitos e disse que esse processo vai continuar. No mês de maio, os municípios de Caruaru, Serra Talhada e Petrolina receberão reforços, com a entrega de novos leitos e a inauguração de três hospitais de campanha.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, destacou ainda, a importância do isolamento social. “É muito importante ampliar o isolamento para que o sistema de saúde não seja pressionado, como aconteceu em muitos países. Não devemos relativizar os números. Nós estamos falando de pessoas, de famílias”, enfatizou Geraldo Julio.

ATENDE EM CASA - O aplicativo Atende em Casa atenderá, já a partir desta quarta-feira (29.04), a população dos municípios de Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, e Garanhuns, no Agreste Pernambucano, beneficiando cerca de 220 mil pessoas. Com as duas novas cidades contempladas pela iniciativa do Governo de Pernambuco em parceria com a Prefeitura do Recife, já são nove o número de municípios abrangidos (Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Caruaru, Serra Talhada, Goiana e Garanhuns) pela ferramenta indicada para pessoas que estejam apresentando sintomas gripais. A expectativa é que o aplicativo chegue, já nos próximos dias, aos municípios de Moreno, Itapissuma, Ipojuca, Ilha de Itamaracá, Igarassu, Araçoiaba e Abreu e Lima.

Até o último domingo (26.04), 6.455 usuários provenientes dos municípios atendidos pelo Governo de Pernambuco já haviam se cadastrado na ferramenta. Já foram realizadas 1.418 tele-orientações pelos profissionais. Cerca de 600 pessoas foram orientadas a procurarem uma unidade de saúde. O aplicativo, disponível pelo site www.atendeemcasa.pe.gov.br e para smartphones com sistema Android, permite que médicos, enfermeiros ou residentes médicos façam videochamadas e orientações aos usuários.

Cerca de 40 profissionais de saúde estão sendo treinados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), responsável por coordenar os atendimentos fora do Recife, e devem se juntar aos 70 servidores que já estão atuando no Atende em Casa, reforçando as escalas de plantão. Os profissionais recebem orientações quanto ao uso do aplicativo, protocolos clínicos da Covid-19 e fluxo de atendimento nas unidades de saúde.

Como a ciência responde à pandemia


Essa pandemia é a primeira crise verdadeiramente global da história, com um organismo invisível afetando aproximadamente ao mesmo tempo praticamente todas as pessoas no planeta, ignorando raça, credo, status social ou limites físicos de qualquer ordem. A humanidade está em guerra, mas ao contrário das guerras travadas com tanques, armas pesadas e combates que agridem todos os sentidos e pressionam as pessoas a buscar abrigo e proteção, a guerra contra um inimigo invisível não provoca os sentidos da mesma forma e intensidade. O que torna difícil garantir que todos se protejam como devem, mesmo que cientistas e médicos alertem que o perigo ronda por todos os lados.

Em uma guerra como essa, a melhor arma que temos é a ciência. Pela simples razão de que esse minúsculo organismo, capaz de produzir apenas 29 proteínas, está evoluindo há milhões de anos e aprendeu, na sua aparente e enganosa simplicidade, a se proteger contra ataques. Em comparação, uma bactéria, que produz centenas ou milhares de proteínas, opera uma maquinaria biológica muito mais complexa, mas que dá à ciência um número muito maior de alvos para ataque e controle. É por causa desse inimigo poderoso e elusivo que cientistas do mundo inteiro estão unindo esforços de maneira nunca vista, compartilhando descobertas que possam apontar as vulnerabilidades para combatê-lo e derrotá-lo.

E a batalha da ciência contra um inimigo tão singular nem sempre é facilmente compreendida. Não é incomum numa situação como esta surgirem estudos científicos que aparentemente se contradizem, como tem acontecido, por exemplo, com a avaliação de medicamentos ou princípios ativos para combate e cura da COVID-19. Quando faltam respostas definitivas ou absolutas, muitos pensam que os cientistas são confusos ou incapazes de tratar o problema. E muita incompreensão ou desapontamento decorre do desconhecimento da forma como se faz ciência ou dos limites para se responder a questões complexas em tempos muito curtos.

O método científico é a principal ferramenta que os cientistas possuem para chegar a novos conhecimentos. A credibilidade da ciência depende de atenção a esse conjunto de regras, que começa com a definição de um problema e a formulação de uma hipótese – ou o que os cientistas assumem ser possível acontecer. Experimentos são realizados para produzir informações que indiquem se a hipótese estava ou não correta. Novos experimentos podem ser necessários, para refinar os resultados e se chegar a conclusões que são relatadas em artigos científicos, que revisados e aprovados por especialistas são publicados para amplo conhecimento de todos. É através dos artigos publicados que os cientistas dizem "isso é o que sabemos".

Acontece que, para cada ampliação do nosso conhecimento também existe um "isto é o que não sabemos", pois nenhum estudo consegue abarcar todas as dimensões de um problema. É por isso que, ao depararmos com estudos cujas conclusões aparentemente se chocam, é prudente não assumir de pronto que alguém está errado. Os espaços onde a ciência atua podem ser vastos e multifacetados, e uma análise mais cuidadosa poderá indicar que diferentes grupos de pesquisadores centraram esforços em partes diferentes dessa realidade maior, daí a razão de muitas aparentes incongruências, que podem levar a análises precipitadas ou desinformação, que se amplificam causando desnecessária confusão e perplexidade.

Infelizmente, as ferramentas que a ciência usa para tratar incertezas ainda são pouco compreendidas. Como não existem bolas de cristal, ou máquinas do tempo, para se descobrir que direção tomará a pandemia, a ciência usa modelos matemáticos, para definir futuros possíveis e reduzir incerteza nos processos de decisão. São esses modelos que geram os gráficos que vemos diariamente nos noticiários, antecipando a trajetória da pandemia. Os meteorologistas usam esse recurso para nos indicar diariamente como ficará o tempo, e nós já sabemos que modelos não são ferramentas perfeitas. Mas, ainda assim, é esse recurso que retira tomadores de decisão do escuro completo, lhes dando referências substanciadas no melhor conhecimento disponível para calibrar ações e decisões com menores chances de erro.

Em síntese, cientistas ao redor do mundo estão tentando compreender a pandemia sem ter à mão um molde ou fotografia prévia – como aqueles que aparecem estampados na caixa de onde se tira as peças para montar um quebra-cabeças. Por isso é que muitos grupos precisam experimentar com um complexo conjunto de peças, explorando possibilidades, errando muitas vezes, mas revendo e revisitando suas conclusões, até que as peças se encaixem e o quadro mais completo comece a tomar forma. É do somatório de esforços de grupos de pesquisa ao redor do globo que o quebra-cabeças eventualmente começará a tomar forma, produzindo alternativas seguras para a superação da pandemia, na forma de medicamentos para a cura e uma vacina contra a COVID-19.

E no fim da crise a sociedade compreenderá que, apesar de falível e passível de erros, é a ciência que melhor nos habilita a enfrentar perigo tão grave. E o futuro certamente premiará com respeito e admiração aqueles que, em posição de liderança e decisão, tiveram a sabedoria e a grandeza de se guiarem pelo melhor conhecimento científico disponível, buscando fazer, no tempo certo, a coisa mais prudente para proteger a vida e o bem estar da sociedade, acima de quaisquer outros interesses.

Por Maurício Antônio Lopes, pesquisador da Embrapa

Como se a vida fosse uma disputa...


Corremos feito loucos pensando que estamos em busca da vitória...
Mas a vida não é uma competição...
Não é preciso correr à frente de ninguém para conquistar a felicidade...
Cada um tem sua história, sua vida...
Feliz é aquele que consegue identificar o que lhe é saudável, o que lhe é prazeroso, sem se comparar com os outros...
Quem pensa que a vida é uma luta em que alguns vencem e outros perdem precisa refletir muito sobre o sentido da existência humana...
Felicidade não tem a ver com esse conceito equivocado de vida-vitória ou vida-derrota, pois nem sempre os troféus simbolizam a grandeza de um indivíduo...
Por isso, quem faz da vida uma disputa buscando "estar" ou "ficar" à frente ou acima de alguém está agredindo sua própria individualidade...
Cada um de nós tem seus limites a ser superados, sua maneira própria de ser...
Nem sempre os que se dizem vitoriosos são felizes, pois a vida é feita para aqueles que vivem a espontaneidade da existência!!!

Clécio Dias!

Estudo aponta que, em Pernambuco, mais da metade da Caatinga (51,06%) foi perdida

O mapeamento, realizado pelo Cepan em parceria com a UFPE, apontou ainda que apenas 30,3% das áreas localizadas no entorno das fontes hídricas possuem vegetação, enquanto 64,3% estão ocupados por agricultura e pastagens.

Paisagem do Refúgio de Vida Silvestre Serra do Giz, Unidade de Conservação estadual localizada em região de Caatinga, em Pernambuco.
Nesta terça-feira, 28 de abril, é comemorado o Dia Nacional da Caatinga. Mais do que comemoração, a data pede ações urgentes de restauração do bioma. De acordo com dados do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), em Pernambuco, de um total de aproximadamente sete milhões de hectares de Caatinga mapeados, apenas 46,89% apresenta hoje cobertura florestal, ou seja, mais da metade, 51,06%, foi convertida em áreas para usos agrícolas e pastagens. Nas áreas localizadas às margens de cursos hídricos, denominadas pela lei de proteção à vegetação nativa de Áreas de Preservação Permanente (APPs) onde há a obrigatoriedade de cobertura florestal em toda sua extensão, apenas 30,3% estão cobertas por floresta. Os 64,3% restantes estão ocupados com atividades agropecuárias. O levantamento faz parte da primeira fase do projeto O Papel da Restauração Ecológica na Sustentabilidade da Caatinga, realizado em parceria com o Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com professores e pesquisadores convidados de diversas Universidades.

Considerando um total de 60 milhões de hectares distribuídos entre os estados do Nordeste e a região Norte de Minas Gerais, cerca de 40% do bioma foi desmatado e é ocupado por agricultura e pastagens, e cerca de 20% está em processo ou suscetível à desertificação. O estudo aponta ainda que 37,97% do bioma é ocupado por atividades que têm como destaque as pastagens, e 59,4% dessas áreas são de floresta, enquanto o restante dos territórios está dividido em outros usos. Já em relação às APPs ao longo de toda área mapeada, o estudo demonstra que apenas 50,3% têm cobertura vegetal, enquanto 43,23% estão ocupadas com atividades agropecuárias ilegais. A ausência de vegetação nessas áreas promove um impacto negativo, inclusive às populações humanas do bioma, pois a vegetação assegura a qualidade dos rios, ajudando a reter sedimentos e minimizando os danos causados às calhas, além de ajudar na melhoria da qualidade e disponibilidade hídrica ao longo do ano na região.

Mapa de uso e ocupação de solo da Caatinga, produzida pelo projeto conduzido pelo CEPAN e Laboratório de Ecologia Aplicada da UFPE. O mapa mostra toda a abrangência da Caatinga e as cores verdes representam o que ainda resta de formações florestais no bioma atualmente.
“Esses dados são preocupantes e denotam a importância de criarmos mais unidades de conservação para preservar o que ainda existe e, além disso, estimular as atividades de restauração”, afirma o coordenador de Projetos do Cepan, Joaquim Freitas. À medida que as fronteiras de desertificação avançam, pressionam a população a situações extremas, podendo chegar até à necessidade de relocação. Segundo os dados do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), a Caatinga é um dos biomas a serem mais afetados pelos efeitos nocivos das mudanças climáticas no mundo. Ainda segundo o órgão, é possível que em cerca de 50 anos, já se inicie um quadro de refugiados do clima. “Esse cenário em que você tem os efeitos prejudiciais das mudanças climáticas agindo no bioma e uma pressão sobre os recursos naturais aliados a um cenário de desmatamento, que está em avanço na região, demanda urgentemente políticas públicas para a sua resolução”, destaca.

Na Caatinga, especialmente, as questões sociais e ambientais se confundem, devido à vulnerabilidade social do bioma. “Quando falamos na Caatinga, estamos nos referindo ao ecossistema semiárido mais populoso do planeta. São cerca de 27 milhões de pessoas morando nessas áreas que, muitas vezes, fazem parte das regiões mais pobres do Brasil e mais carentes de todos os tipos de recursos” reforça. Nessa direção, a análise utilizou a diretriz Nexus, que trabalha os eixos de sustentabilidade hídrica, alimentar e energética, que ajuda a identificar regiões onde as atividades de restauração florestal podem trazer benefícios para estas temáticas, estendendo-os à população do bioma. “Os dados são importantíssimos para que atestemos a intrínseca relação entre as atividades de restauração florestal para a garantia da segurança hídrica, energética e alimentar, abordagem fundamental para a garantia de ações executivas de recuperação de áreas degradadas no contexto social do Semiárido brasileiro, defende Severino Ribeiro, diretor-Presidente do Cepan”.

A equipe da UFPE, liderada pelo professor Felipe Melo, vai prosseguir o estudo realizando a validação dos dados coletados junto a atores sociais. Em seguida, será feita uma análise de custos e precificação do cenário necessário para restaurar o bioma. O documento servirá como base para permitir a discussão em diversos níveis, a fim de que haja a aplicação de políticas públicas voltadas a recuperar a Caatinga. “A ideia desse projeto é trazer os primeiros experimentos e modelos de reparação para que tenhamos uma base conceitual e saibamos como efetivamente fazer o trabalho com baixo custo. Ao final, além do documento norteador de políticas públicas, teremos um documento científico e técnico que vai nortear todas as atividades, mostrando as oportunidades identificadas e desafios a serem vencidos”, finaliza Freitas.

Serviço:

O quê? Dados, inéditos, indicam necessidade urgente de restauração da Caatinga
Quando? 28 de abril – Dia da Caatinga
Onde? Toda a região semiárida, incluindo os 9 do Nordeste e Norte de Minas Gerais
Contatos:
Joaquim Freitas
Coordenador de Projetos do Cepan - 33 9 9951 – 3099
Adriana Amâncio
Assessoria de Imprensa – 81 9 9178 5125

Ações positivas
O Cepan está mapeando áreas da Chapada do Araripe, região de Caatinga, que possui 972.605,18 hectares e está localizada entre os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. O levantamento vai identificar as condições de degradação dessas áreas e apontar caminhos para realizar ações de restauração florestal em 100 hectares prioritários. Pensando nas demandas econômicas e sociais da região, a ação, que faz parte dos projetos Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e Estruturação da Cadeia Produtiva da Restauração Florestal no Entorno da Floresta Nacional do Araripe-Apodi e na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe, prevê incentivos à cadeia produtiva de restauração florestal, como forma de contribuir com a geração de renda da população local. A iniciativa é uma parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), por meio do Projeto GEF Terrestre.

Oftalmologista dá dicas de prevenção no combate ao coronavírus

Os olhos são portas de entrada do covid-19. Catarina Ventura, do IOFV, esclarece dúvidas.


Boca, nariz e olhos são as principais portas de entrada do novo coronavírus. Os governantes têm recomendado o uso de máscaras para proteger os dois primeiros. Mas e a visão? A oftalmologista Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura, pontuou alguns cuidados que podem ser tomados com os olhos no combate ao novo coronavírus.

Como se pega o novo coronavírus pelos olhos?
A transmissão do coronavírus se dá de forma viral, pelo contato. Gotículas de saliva quando uma pessoa infectada fala muito próximo ou mãos contaminadas levadas aos olhos são as formas mais frequentes de transmissão.

É possível ser infectado pelo vírus no ar ou apenas se levar a mão até o olho?
A doença é transmitida através de contato (superfícies contaminadas, como as mãos, objetos, maçaneta, botão do elevador, corrimão de escada, apoio do ônibus.) e de gotículas da saliva (beijo, tosse, espirro, fala etc) . Não é transmitida apenas pelo ar.

O contágio acontece com o contato dessas gotículas com a nossa mucosa dos olhos, da boca ou do nariz.

A prevenção principal até então é o isolamento social. Mas para quem precisa ir às compras, trabalhar ou cumprir alguma atividade inadiável, como se prevenir de contrair o vírus pelos olhos?

A melhor prevenção é o isolamento social, lavagem das mãos com frequência com água e sabão, de preferência.

Precisando sair é necessário estar com álcool em gel disponível, evitar tocar em objetos (corrimão de escada, maçanetas, elevadores), evitar levar as mãos aos olhos. Caso seja um profissional de saúde que está na linha de frente é ideal o uso de óculos, assim evita as gotículas poderem tocar na mucosa ocular (conjuntiva).

• Ficar a pelo menos dois metros de pessoas doentes e/ou infectadas
• Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir com um lenço
• Utilizar máscara para casos mais graves
• Manter salas de trabalho e o seu lar bem ventilados
• Não compartilhar objetos pessoais
• Limpar lugares e objetos que são tocados com frequência.

Quem se descobre infectado pelo vírus, que cuidados tem que ter com os olhos para não passar para outras pessoas?

Os infectados devem estar em isolamento social, usar mascaras e intensificar a lavagem das mãos. Não deve levar as mãos aos olhos ou, se for necessário, fazer sempre lavar as mãos e fazendo a lavagem dos olhos.

Há alguma relação entre a conjuntivite e o coronavírus?

A conjuntivite pode ter causa viral, bacteriana, funginca, alérgica. Muitas conjuntivites se instalam conjuntamente a um quadro viral e respiratório, logo com o coronavírus é possível termos um quadro de olhos vermelhos, lacrimejando e sensação de areia como uma outra conjuntivite viral.

Informações enviadas pela assessoria

Pernambuco confirmou 460 novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (27)


O Estado de Pernambuco confirmou, nesta segunda-feira (27.04), 460 novos casos da Covid- 19, sendo 203 casos que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), portanto internados e/ou mais graves, além de outros 257 casos leves. Agora, o Estado totaliza 5.358 casos confirmados (3.688 casos graves e 1.670 casos leves).

Dos casos graves, 1.684 estão em isolamento domiciliar e 850 internados, sendo 190 em UTI e 660 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. Além disso, o boletim aponta 704 pacientes já recuperados da doença.

Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 110 municípios pernambucanos, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros Estados e países.

Também foram confirmadas laboratorialmente 35 novas mortes (sendo 20 homens e 15 mulheres), de pessoas residentes nos municípios de Recife (13), Jaboatão dos Guararapes (4), Olinda (3), Paulista (1), Água Preta (2), Vitória de Santo Antão (1), Carpina (1), Cabo de Santo Agostinho (1), Venturosa (1), Chã de Alegria (1), Bonito (1), Araçoiaba (1), Ribeirão (1), Aliança (1) e Camaragibe (3). Com isso, o Estado totaliza 450 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham idades entre 20 e 97 anos e faleceram entre os dias 16 e 26 de abril. As faixas etárias dessas pessoas são: 20 a 29 (1), 30 a 39 (2), 40 a 49 (5), 50 a 59 (3), 60 a 69 (12), 70 a 79 (4), 80 ou mais (8).

Dos 35 pacientes que vieram a óbito, 25 apresentavam comorbidades, como histórico de hipertensão (15), diabetes (13), doença cardiovascular (6), tabagismo (3), AVC (2), tuberculose (2) , etilismo (1), obesidade (1), transtorno mental (1), doença renal (1), leucemia (1) e doença de Chagas (1). Um não tinha comorbidades e os demais estão em investigação pelos municípios.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 1.524 casos foram confirmados e 1.034 descartados. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Estado foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar os profissionais da área da saúde.

NOVOS LEITOS - Há exatos 40 dias, o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, anunciaram a criação de 1 mil leitos exclusivos para o atendimento dos casos da Covid- 19, sendo 400 de UTI e 600 de enfermaria. Essa marca foi atingida e superada nesta segunda-feira (27.04), com 1.067 leitos já em funcionamento, sendo 418 de Terapia Intensiva e 649 de enfermaria espalhados por todas as regiões do Estado. Em média, 10 novas vagas de UTI estão sendo ofertadas diariamente.

Apenas sob gestão estadual, foram colocados em funcionamento 348 leitos de UTI, distribuídos entre os hospitais Alfa (38); Brites de Albuquerque (20); Universitário Oswaldo Cruz (43); Agamenon Magalhães (40); Hospital Correia Picanço (05); Otávio de Freitas (20); Dom Helder Câmara – Cabo de Santo Agostinho (16); Mestre Vitalino – Caruaru (27); Imip (35); Regional de Palmares (05); Procape (08); Tricentenário (10); Hospital das Clínicas/ UFPE (06); Armindo Moura – Moreno (10); Cesac Paulista (14); Cesac Prado (07); São Marcos (10); Santa Joana (05); Português (10); e Neurocardio - Petrolina (05).

Já os 384 leitos de enfermarias estão distribuídos entre os hospitais Alfa (55); Brites de Albuquerque (20); Universitário Oswaldo Cruz (131); Dom Helder Câmara – Cabo de Santo Agostinho (16); Hospital Mestre Vitalino – Caruaru (25); Imip (23); Regional de Palmares (15); Armindo Moura – Moreno (10); Cesac Paulista (05); Cesac Prado (10); Inácio de Sá – Salgueiro (09); Hospam – Serra Talhada (13); Dom Moura – Garanhuns (10); Emília Câmara – Afogados da Ingazeira (04); Rui de Barros Correia (08); Hospital Dom Malan – Petrolina (10); UPAE Garanhuns (10); e UPAE Petrolina (10).

O secretário estadual de Saúde, André Longo, ressalta que essas aberturas demonstram a seriedade, esforço e a prioridade que o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife estão dando ao enfrentamento do novo coronavírus. "O dinamismo da doença fez com que novas necessidades surgissem, e o nosso compromisso é ampliar ainda mais esses leitos para atender a necessidade da população pernambucana, não apenas da capital, mas também do interior", destaca o secretário. Para esta semana, o gestor estima mais 80 leitos abertos apenas sob gestão estadual.

Já o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, afirma que o compromisso de abrir 1 mil leitos foi atingido hoje, contudo, também ratifica que os esforços comuns da Prefeitura do Recife e do Estado estão voltados para ofertar ainda mais, de acordo com a necessidade dos casos.

MÁSCARAS - Também nesta segunda (27.04), começou a vigorar o decreto estadual que orienta o uso de máscaras, de preferência artesanais, para aqueles que precisam sair de casa, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Já os órgãos públicos e os estabelecimentos privados que estejam autorizados a funcionar de forma presencial também terão que exigir que seus servidores, empregados e colaboradores façam o uso de máscaras. O item de proteção deverá ser fornecido pelas próprias instituições.

O secretário André Longo destaca que as máscaras hospitalares (cirúrgicas, N95 – e similares) devem ser usadas apenas pelos profissionais de saúde. O gestor também lembra a importância do uso correto e higienização das máscaras artesanais. O Governo do Estado está preparando um vídeo para as mídias sociais com essas orientações.

"O uso da máscara não torna ninguém imune ao vírus. Mesmo com a máscara, só saia de casa se for extremamente essencial e inadiável. Este momento é decisivo para o nosso sistema de saúde. Nós do Governo de Pernambuco, por determinação do governador Paulo Câmara, estamos nos esforçando ao limite para dotar a rede pública da estrutura para combater os efeitos do coronavírus. Mas se as pessoas não se isolam socialmente, nenhum sistema de saúde do mundo vai conseguir suportar a grande demanda de doentes graves", ratifica André Longo.

Chegam a Pernambuco 13 respiradores apreendidos por determinação da Justiça

Até a próxima terça-feira outros 22 equipamentos, também apreendidos em São Paulo, devem chegar a Pernambuco.

Foto: Heudes Regis /SEI.
Começaram a chegar a Pernambuco, na tarde de hoje (26.04) os 13 primeiros respiradores, dos 35 que a Justiça determinou a busca e apreensão na empresa Intermed, em São Paulo. Segundo o governador Paulo Câmara, que fez o anuncio em vídeo pelas redes sociais, esses novos equipamentos devem começar a ser distribuídos para a rede de saúde a partir de amanhã.

As máquinas foram apreendidas pela Comarca da cidade de Cotia na sexta-feira, dia 24. A expectativa é que até a próxima terça-feira, os outros 22 respiradores também já estejam desembarcando em Pernambuco. A busca e apreensão dos equipamentos foi determinada pelo juiz Teodomiro Noronha Cardoso, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Recife, atendendo a uma ação impetrada pela procuradoria geral do Estado.

Os 35 respiradores foram comprados pelo Governo de Pernambuco e deveriam ter sido entregues pela empresa Intermed Equipamento Médico Hospitalar Ltda. desde no último dia 20 de março. A empresa alegava que estava impedida de efetuar a entrega, pois o material teria sido requisitado pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde respondeu, através de ofício, que esses aparelhos não foram objeto de requisição administrativa feita pela União.

Mesmo diante dos fatos, a empresa respondeu negativamente e a PGE agiu junto à Justiça garantindo o direito do Estado em relação ao recebimento imediato dos equipamentos. “Essa é uma luta diária. Abrir novos leitos envolve além do espaço físico nos hospitais, os recursos humanos, os insumos e muitos outros detalhes importantes para atender os pacientes”, destacou Paulo Câmara e prosseguiu: “Nosso esforço para abrir novos leitos continua. Chegamos hoje a 712 novos leitos na nossa rede estadual, sendo 333 de UTI e 379 de enfermaria”.

Segue link com o pronunciamento do governador: https://we.tl/t-HzFLaTRhIH
Segue link com imagens da chegada dos equipamentos: https://we.tl/t-xzBwC7I9DA

Iguana é resgatada em via pública e devolvida à natureza, em Santa Cruz do Capibaribe


Na tarde do domingo, 26 de abril, uma iguana verde foi vista andando pelas calçadas de lojas no centro da cidade de Santa Cruz do Capibaribe, correndo risco de ser morta. Populares entraram em contato com o educador ambiental Gubetran, da diretoria de Meio Ambiente do município, mas o mesmo estava impossibilitado de ir até o local e comunicou a Almir Neves, diretor do Blog Merece Destaque e voluntário em trabalhos de preservação ambiental, o qual fez o resgate do animal e o devolveu à natureza em um local adequado para sua sobrevivência.

A iguana foi levada até a Zona Rural, onde foi feita sua soltura em uma área com mata, às margens do Rio Capibaribe. Veja no vídeo a seguir:


Homem é assassinado a tiros na Zona Rural de Brejo da Madre de Deus


Na manhã deste domingo, 26 de abril, um homem foi encontrada morto em uma estrada de terra nas proximidades do Sítio Santana, na zona rural de Brejo da Madre de Deus, na região Agreste do estado de Pernambuco.

Segundo informações, Luiz Felipe Mendonça de Santana, de 21 anos de idade, conduzia uma motocicleta Bros de cor preta e placa KHP-9699 quando foi alvejado por, pelo menos um disparo de arma de fogo  na cabeça e morreu no local.

O jovem era natural da cidade de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, mas atualmente residia no Bairro São Miguel, em Santa Cruz do Capibaribe.

Policiais Militares do 24° Batalhão realizaram o isolamento da área do crime, em seguida uma equipe do Instituto de Criminalística realizou o levantamento cadavérico e o corpo foi encaminhado para o IML na cidade de Caruaru.

Ricardo Brennand morre de Covid-19 aos 92 anos, no Recife

Empresário, engenheiro, incentivador das artes e colecionador pernambucano testou positivo para o novo coronavírus e morreu no Real Hospital Português, onde estava internado na UTI.


O empresário e engenheiro pernambucano Ricardo Brennand morreu aos 92 anos na madrugada deste sábado (25) no Recife (veja vídeo acima). Ele testou positivo para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Real Hospital Português, no Paissandu, na área central da cidade, desde domingo (19).

Colecionador e incentivador das artes, Ricardo Brennand deixou esposa e oito filhos, além de 23 netos, 48 bisnetos e uma tataraneta. O corpo dele será cremado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, segundo a família, que não informou o horário da cremação.

Ele era primo do ceramista e artista plástico Francisco Brennand, que morreu aos 92 anos, no Recife, no mesmo hospital, no dia 19 de dezembro de 2019, devido a uma infecção respiratória.

Perfil

Nascido no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, Ricardo Brennand criou grandes indústrias: de aço, cimento, vidro e açúcar. Ele criou um instituto cultural reconhecido mundialmente nas terras do antigo Engenho São João, no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife (veja vídeo acima).

Em uma área de 180 mil metros quadrados recortados por jardins, lagos, obras de arte e um castelo medieval, o complexo cultural reúne um acervo da história e da arte que fica de legado para as futuras gerações. A inauguração, ocorrida há 18 anos, contou com a presença do príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederick Terceiro.

O castelo também recebeu a visita da Rainha Beatrix, da Holanda, acompanhada do filho William Alexander e da noiva máxima, que se tornariam rei e rainha dos Países Baixos. Na ocasião, foi inaugurada a maior coleção particular de quadros de Frans Post no mundo, composta de 15 pinturas. O pintor, da comitiva de Maurício de Nassau, transferiu para as telas as primeiras paisagens do Brasil do Século XVII. O instituto reúne o maior acervo do período da ocupação holandesa no país.

Ricardo Brennand também era conhecido por ser um colecionador obstinado. O castelo foi construído pra abrigar a coleção de mais de 5 mil armas brancas de todos os continentes. Entre elas, estão espadas, armaduras, miniaturas, canhões, chaves, relógios e armas modernas automáticas. Para a esposa, ele construiu a Igreja de Nossa Senhora das Graças em estilo gótico.

Covid-19 em Pernambuco

Pernambuco confirmou, neste sábado (25), 508 novos casos da doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus, e mais 29 mortes. Com isso, o estado passa a ter 4.507 casos confirmados e 381 óbitos devido à pandemia.

Último dia para ver os filmes do Curta Taquary 2020

Vencedores das Mostras Competitivas serão conhecidos hoje.


“Sabadou”? E vocês já conferiram os 82 filmes da 13ª Edição do Festival Curta Taquary? Não? Que estão esperando? O Festival Internacional de Curtas Metragens, Curta Taquary encerra hoje (25), e pela primeira vez e por causa da pandemia da Covid 19, o festival foi todo virtual. Os filmes se encontram com acesso livre no site ( https://www.curtataquary.com.br ).

O Festival conta com sete mostras competitivas, sendo elas: Brasil, Criancine, Curtas Fantásticos, Dália da Serra, Diversidade, Primeiros Passos e a Universitária que serão avaliadas por um júri formado por 21 profissionais do audiovisual. São atores, diretores, jornalistas e técnicos.

O anúncio com os vencedores do Festival Curta Taquary será feito por volta das 16h30 através das redes sociais. O/A presidente de cada júri irá anunciar o vencedor. Além da exibição dos filmes, o Festival Curta Taquary levou, para quem estava em casa em isolamento/distanciamento social, conversas com produtores de curtas inscritos no evento. “Foi um desafio realizar o Festival de forma virtual, entramos nessa onda de cabeça, com lives, entretenimento e nos surpreendemos com tamanha participação”, comemorou o coordenador do festival, Alexandre Soares.

Mostra Internacional

Além das sete mostras competitivas o Festival também exibe uma mostra internacional com curtas do Chile, Argentina, Colômbia e Estados Unidos. São cinco animações, Edifício, Estranha Criatura, Halahaches, La Vida em Mi e Migrante. Os outros dois são documentários, que são Palenque e Performance en Ovejero “Un Violador en tu camino”.

A curadoria ficou por conta da produtora audiovisual do Festival de Cinema do Polo Sul da América Latina, Caroline Pavez Torrealba. “Esse período de pandemia veio parar nos aproximar uns dos outros e pra sabermos que somos parte deste mundo. Aprendemos que devemos ser melhores. E o Curta Taquary tá aí pra mostrar isso. Ele veio repaginado e aconteceu. Ultrapassando barreiras, desafios e continentes”, frisou Carolina.

Pandemia reforça importância dos cuidados sanitários na produção animal

A pandemia de Covid-19 faz especialistas chamarem a atenção de produtores para questões sanitárias importantes na criação de animais. Isso porque, assim como o vírus em questão, provavelmente.


A principal orientação dada pela Embrapa a produtores e agricultores neste momento é proteger-se. “Por ser uma doença de transmissão de humano para humano, o cuidado nas propriedades está em proteger os trabalhadores, adotando medidas importantes que ajudam inclusive a impedir a entrada de outros vírus ou patógenos na área de produção”, explica a pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella.

Por isso, para combater, ou ao menos desacelerar, a transmissão do vírus SARS-CoV-2, os especialistas recomendam também na produção animal: rotina de limpeza e desinfecção de ambientes, hábito de higiene pessoal, com uso de roupas e equipamentos de proteção individual ao ter contato com pessoas ou ambientes que possam ser vias de contaminação e pouca circulação de pessoas em um mesmo ambiente. 

Fornecedor de alimentos, o setor de produção animal é atividade essencial e não pode parar. Para manter a segurança, os especialistas reforçam a importância das boas práticas sanitárias. “A biosseguridade tem papel fundamental na proteção de rebanhos, granjas e propriedades rurais porque evita a entrada e disseminação de agentes infecciosos e que trazem prejuízos enormes, sejam de ordem de saúde animal, seja econômico”, explica a pesquisadora, que é virologista e atuou na identificação da vacina da Influenza A – H1N1 durante o surto da influenza em suínos, em 2009.

Em menos de 15 anos, doenças importantes ameaçaram a produção de suínos e de aves no mundo e exigiram dos produtores a adoção de medidas de biosseguridade para controle, erradicação e proteção de seus rebanhos. A maioria das enfermidades foi causada por vírus, alguns zoonóticos (transmissíveis entre humanos e animais), outros não. Um exemplo foi a gripe aviária, causada pelo vírus da influenza aviária H5N1, em 2005, e a gripe suína, em 2009, causado por vírus da Influenza A, o H1N1. Ambos provocam doenças respiratórias em animais e humanos. 

Outro vírus da família Coronaviridae e que trouxe perdas econômicas grandes à produção animal é o da PED (Diarreia Epidêmica dos Suínos) e TGE (Gastrenterite Transmissível), que apresentam enfermidades causadas por diferentes vírus dessa família. “Ambos acometem apenas suínos, nos quais causam doenças altamente contagiosas que provocam diarreia resultando em perdas por mortalidade de leitões e de desempenho”, explicou o pesquisador e virologista da Embrapa, Luizinho Caron. O PEDV chegou nos Estados Unidos em 2013 e, desde então, tem sido notícia, inclusive no Brasil, devido às perdas econômicas que causa naquele país.

Na avicultura, além do H5N1, outro vírus representa risco à produção. É o da Bronquite Infecciosa, outro membro da família CoV e que acomete apenas galinhas. Ele é causador de doença altamente contagiosa e impõe fortes perdas econômicas à avicultura. Nas primeiras semanas de vida das aves, é possível observar coriza, ouvir espirros e as lesões no sistema respiratório afetam o consumo de ração e, por consequência, o desempenho do lote. 

Na suinocultura brasileira e norte-americana, emergiu recentemente um agente causador de uma doença vesicular, o Senecavírus. Apesar de não ser uma zoonose, a infecção pelo por esse microrganismo causa lesões vesiculares semelhantes à febre aftosa, doença de controle oficial e de notificação. Por causa disso, o diagnóstico diferencial para aftosa deve ser realizado em laboratório oficial, o que onera a cadeia.

Biosseguridade tem protegido o Brasil da PED

Diferentemente do Senecavírus, a PED não teve grande impacto dentro das fronteiras brasileiras, ao contrário do que ocorreu em países vizinhos como Peru e Colômbia, na época. E isso se deve ao nível de biosseguridade das propriedades, que manteve o plantel de suínos protegido, colocando em prática medidas para garantir a saúde dos animais. "Como não há vacina disponível para a doença, a proteção do rebanho precisa estar focada em ações de biossegurança e prevenção. Higiene, limpeza das instalações e controle na circulação de pessoas e veículos são ações básicas para minimizar o risco da doença", enfatiza a pesquisadora Janice Zanella.

Essa prática, de acordo com a pesquisadora, deve ser constante, não somente em momentos de surto. "Boa biossegurança deve ser realizada o tempo todo para garantir a proteção da suinocultura, da economia, da indústria e da sociedade brasileira". Além disso, cada granja deve estabelecer seus próprios procedimentos, identificando os principais pontos de risco, nos quais o cuidado deve ser ainda maior.

Manter-se livre das doenças na produção também poderá significar uma ótima oportunidade de negócio para o Brasil. O País é um grande produtor e exportador agrícola e um importante fornecedor mundial de carnes de qualidde, de acordo com Zanella. Mesmo com seu volume elevado, a produção brasileira é livre de importantes problemas sanitários que acometem outros grandes produtores de carne suína e de frango, como a Peste Suína Africana (PSA), a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), a influenza aviária ou gripe aviária.

Para os pesquisadores, a biosseguridade é o pilar mais importante da cadeia produtiva. “Medidas de biosseguridade em granjas têm como foco mitigar os riscos de contaminação de rebanhos e a disseminação de doenças. A sobrevivência de agentes causadores e transmissores de doenças depende muito de condições ambientais”, detalha a pesquisadora.

O crescimento das zoonoses

De acordo com a pesquisadora Janice Zanella, 75% das doenças emergentes e reemergentes do último século são zoonoses. Ou seja, doenças de origem animal que além de causarem fatalidades humanas e animais, afetam a economia. “Os seres humanos sempre dependeram de animais para alimentação, transporte, trabalho e companhia. Entretanto, eles podem ser fontes de doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e parasitas, que passam para os humanos”, lembra Zanella. 

Ela explica que os vírus podem sofrer mutações ou modificações para uma adaptação ao hospedeiro humano. “Novos vírus são capazes de transmissão rápida por não haver resposta imune no hospedeiro ou vacinas disponíveis, caso do SARS-CoV-2”, relata.

Outro exemplo dessa evolução dos vírus, segundo Janice, foi o SARS 1, em 2002, identificado na China. “Especialistas verificaram a necessidade de fechar cidades. Ele era um vírus sem muita transmissibilidade, mas com grande mortalidade. Depois, no Oriente Médio, o hospedeiro era o camelo, com o MERS, também da família dos coronavírus, com taxa de mortalidade em torno de 30%”. 

A pesquisadora aponta o aumento populacional como um dos mais importantes fatores dessa emergência e reemergência de zoonoses. “Esse aumento da população, aliado à urbanização das cidades, provoca densidade concentrada em centros urbanos o que vai impactando vários setores: comércio, globalização, viagem, mudanças de clima, alterações do habitat”. 

A biodiversidade é uma preocupação no Brasil, de acordo com a cientista, pois o País possui muitos animais e plantas de muitas espécies. “Com certeza, vamos ter vírus e outros agentes que não conhecemos. Porém, o Brasil nunca deu origem a uma pandemia. Temos apenas que ficar alerta, pois temos doenças causadas por mosquito, por exemplo e doenças emergem e reemergem em todos lugares”. 

Para ela, o País deve ficar alerta e manter o alto nível de segurança em sua indústria de proteína animal. “Nossa carne é de muita qualidade. No Brasil, a inspeção é rigorosa e eficiente, sendo um sistema modelo para o mundo. O consumo de carnes de caça, por exemplo, é regional, o comércio não ocorre e os abates devem seguir as mesmas normas da produção comercial.

Zanella enfatiza que prever o surgimento ou volta de epidemias não é algo fácil. O ponto-chave, para ela, é a prevenção e a identificação de patógenos em animais e responder rapidamente antes que a doença se torne uma ameaça à população humana. O trabalho deve ser coordenado entre vários atores da sociedade e poder público. “É preciso investimento e valorizar a biosseguridade”.

Coronavírus

Os coronavírus (CoV) são responsáveis pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e, por isso, receberam a denominação de SARS-CoV. De acordo com pesquisadores, essa família contém espécies de vírus que causam infecções comuns em humanos e animais. Alguns coronavírus são zoonóticos como o SARS-CoV-2, causador da COVID-19 que os pesquisadores suspeitam que tenha se originado de morcegos e transmitido para humanos. Não se sabe se existe um outro hospedeiro intermediário, pesquisas estão em andamento.

A lição da H1N1 para a biosseguridade

Com o início da pandemia de influenza em humanos em março-abril de 2009 na América do Norte (México, Estados Unidos e Canadá) e dias depois em países da Europa e Oceania. O vírus H1N1/2009 pandêmico (H1N1pdm09) rapidamente disseminou-se em suínos no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Foi demonstrado que os genes do vírus novo eram uma combinação de vírus de influenza suína da América do Norte e de linhagens da Eurásia e que nunca haviam sido identificados em suínos ou em outra espécie anteriormente.

O H1N1pdm09 foi reconhecido como um vírus novo, emergente, zoonótico, possui fragmentos genômicos originários de vírus humanos, aviários e suínos, inclusive fragmentos do vírus de influenza da pandemia de 1918, da Gripe Espanhola que matou aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo, 35 mil no Brasil. 

Até então, a doença não era um problema respiratório importante em suínos e as análises realizadas no País não apontavam a presença do H1N1pdm09 antes de 2009. No entanto, hoje é considerado como o principal agente etiológico associado ao complexo de doença respiratória suína. 

Ela é caracterizada por um quadro clínico respiratório agudo, acometendo grande número de suínos de várias faixas etárias. Atualmente, a prevalência de influenza em rebanhos brasileiros é de 60%. Além disso, sequenciamento genômico indicou que fragmentos do genoma do H1N1pdm09 estão presentes em todos isolados de vírus da influenza em suínos analisados pelas nossas pesquisas. 

A suspeita é que a doença foi introduzida em criações brasileiras por transmissão de humanos gripados para os suínos, pois nos rebanhos que primeiro reportaram a doença, não existiu entrada de outros animais ou outro risco sanitário significativo que levasse a introdução do novo vírus.

Por isso, os cientistas alertam para a importância de se adotar medidas de biosseguridade nas granjas. “É fundamental para evitar os riscos de introdução e da disseminação dentro dos rebanhos”, afirma Zanella. 

“O suíno é um hospedeiro importante na dinâmica e na epidemiologia da infecção, pois pode se infectar com vários subtipos virais, originários de diferentes espécies, como as da gripe humana, aviária e suína.

A transmissão de doenças virais entre espécies, como as que passam de humanos para suínos, e vice-versa, favorece alterações na sequência do genoma do microrganismo, a chamada mutação. É daí que surgem novos vírus entre os quais alguns serão mais patogênicos e para os quais não haverá imunidade.

“Devemos ter em mente que a saúde humana e a saúde animal estão relacionadas e que a vacinação anual contra a gripe de trabalhadores da suinocultura (produtores, veterinários, transportadores de suínos, etc) deve ocorrer para evitar introdução de vírus humanos em suínos. Assim, além do reforço na biosseguridade (limpeza, desinfecção e demais medidas citadas acima), essas são medidas importantes para evitar que novos vírus surjam, alguns mais patogênicos, para os quais os animais ou os humanos não têm imunidade”, alerta a pesquisadora da Embrapa.

Medidas de biosseguridade

Para a segurança sanitária essas medidas são importantes tanto para as granjas de suínos como para as de aves:

Isolamento da área de produção

Para que se tenha controle de acesso aos animais, é importante isolar a produção com a instalação de cercas (impedem a aproximação de pessoas estranhas e outros animais), uso de um único acesso às granjas com área de desinfecção na entrada.

As opções podem variar desde um arco de desinfecção, bomba de aspersão motorizada ou outro método capaz de garantir a higienização e desinfecção de veículos. Pode ser instalado um pedilúvio e realizar a troca de calçado ou colocação de propé (sapatilha descartável que envolve o calçado) antes de ter acesso à granja.

Instalação de silos externos

Silos externos, próximos à cerca de isolamento evita que caminhões circulem na granja
Telamento de aviários

A entrada de pássaros, animais domésticos e silvestres no interior do aviário possibilita a disseminação de diversas doenças que causam impactos econômicos muitos grandes. Pode ocorrer também contaminação da ração e da água, transporte de ácaros e de piolhos, e disseminação aérea de microrganismos.

Isolamento do escritório

O escritório deve ficar próximo à cerca de isolamento, com a área suja voltada para a parte externa da cerca, e a área limpa voltada para o interior. É considerada área suja o local destinado às pessoas que chegam à granja, seja no transporte de animais e insumos, seja visitantes, funcionários e proprietários antes de entrar na unidade produtiva. Já a área limpa é a parte interna da granja de produção. Na área limpa do escritório, devem ser armazenados documentos, remédios, sêmen e material de escritório.
Controle de acesso e higienização na entrada

O acesso de funcionários, proprietários e visitantes ao interior da unidade produtiva só poderá ser feito após os procedimentos de troca de roupa e calçados e lavagens das mãos.

A recomendação é que os visitantes estejam em vazio sanitário por no mínimo 24 horas. Ou seja, não podem ter contato com outros animais de produção, abatedouro ou laboratório que trabalha com agente infeccioso antes de entrar na granja. E a entrada deles deve ocorrer pelo vestiário, com troca de roupa e calçado de uso exclusivo no interior da granja.

Cuidados com a Covid-19:

Distanciamento humano

Durante a execução do trabalho, mantenha distanciamento mínimo de um metro de pessoas, mesmo sem sintomas aparentes. O vírus da Covid-19 está presente em gotículas liberadas do nariz e boca da pessoa infectada. A distância segura reduz a chance de contato com essas secreções.

Reforço nas medidas de higiene

Lavar as mãos frequentemente e atentamente com água e sabão e usar roupas e calçados próprios da granja durante a execução do trabalho. Quando possível, tomar banho antes do acesso à granja e, ao retornar a sua residência, retire os sapatos, lave as mãos com água e sabão, e se possível tome banho imediatamente. Roupas e sapatos usados devem ser higienizados. A limpeza de todas as superfícies frequentemente tocadas, como maçanetas, chaves, devem ser feitas com desinfetante.

Hábitos

O produtor deve estar atento ainda aos seus hábitos, evitando tocar olhos, nariz e boca, que são uma das principais formas de contrair o vírus. 

Isolamento de grupos de risco

Produtores e colaboradores do grupo de risco (idosos ou portadores de comorbidades – presença simultânea de mais de uma doença, como diabetes ou hipertensão) devem reavaliar a necessidade de continuar trabalhando, sendo recomendado que se resguardem ou sejam alocados a outras atividades sem contato social com outras pessoas. 

Pessoas com sinais de gripe ou mal estar devem permanecer em casa, sem ir à granja. Em caso de apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória, devem permanecer em casa e seguir as instruções da Unidade de Saúde em seu município quanto a suspeita de Covid-19. 

Vacinação contra a gripe

O produtor também deve estar atento a campanha anual de vacinação da gripe, mesmo que a vacina da gripe não proteja contra a Covid-19 é importante tomar a vacina para reforçar a imunidade e para ajudar o médico no diagnóstico, caso o produtor tenha sintoma. 

Lembre-se: o trabalho na granja continua o mesmo. Novos hábitos do avicultor, do suinocultor e dos colaboradores envolvidos na atividade é que vão fazer a diferença no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e na preservação de sua segurança, bem como em todas as enfermidades que podem acometer pessoas e a produção.